VSR em Prematuros: Prevenção com Palivizumabe

UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2022

Enunciado

O vírus sincicial respiratório (VSR) é o principal agente das infecções respiratórias agudas que acometem o trato respiratório inferior em crianças menores de um ano de idade e assume fundamental importância quando acomete recém-nascidos prematuros (RNPT) que apresentam risco aumentado de evolução mais grave. No comprometimento de RNPT pelo VSR,

Alternativas

  1. A) é possível fazer a prevenção da evolução grave por meio de imunização ativa com o anticorpo monoclonal humanizado (palivizumabe), dirigido contra a glicoproteína F do VSR.
  2. B) a frequência de hospitalização nesse grupo chega a ser duas vezes maior que em recém-nascido a termo e a morbidade da infecção por VSR nos prematuros é maior, associada a um tempo de hospitalização mais prolongado.
  3. C) a imunização reduz em até 70% as hospitalizações, além de reduzir a morbidade nos hospitalizados, com diminuição no número de dias de oxigenoterapia e das admissões e permanência em unidade de terapia intensiva.
  4. D) o uso de palivizumabe é recomendado no primeiro ano de vida para todos os prematuros com menos de 34 semanas de idade gestacional.

Pérola Clínica

Palivizumabe (anticorpo monoclonal) → imunoprofilaxia PASSIVA para VSR em prematuros de alto risco.

Resumo-Chave

O palivizumabe é um anticorpo monoclonal humanizado que confere imunidade passiva contra o VSR, sendo crucial na prevenção de formas graves da doença em recém-nascidos prematuros e outras crianças de alto risco, reduzindo hospitalizações e morbidade.

Contexto Educacional

O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é a principal causa de infecções respiratórias agudas do trato inferior em crianças pequenas, especialmente bronquiolite e pneumonia. Recém-nascidos prematuros (RNPT) representam um grupo de alto risco para desenvolver formas graves da doença, com maior taxa de hospitalização, necessidade de oxigenoterapia e admissão em unidades de terapia intensiva devido à imaturidade pulmonar e imunológica. A prevenção da doença grave por VSR em RNPT é crucial e é realizada por meio de imunoprofilaxia passiva com palivizumabe. Este é um anticorpo monoclonal humanizado que se liga à glicoproteína F do VSR, neutralizando o vírus e impedindo sua replicação. É importante ressaltar que se trata de uma imunização passiva, pois os anticorpos são administrados diretamente, e não produzidos pelo sistema imune do bebê. As diretrizes para o uso de palivizumabe são específicas, focando em grupos de alto risco, como prematuros com idade gestacional muito baixa, aqueles com doença pulmonar crônica da prematuridade ou cardiopatias congênitas hemodinamicamente significativas. A imunoprofilaxia com palivizumabe demonstrou reduzir significativamente as taxas de hospitalização e a morbidade associada à infecção por VSR nesses pacientes vulneráveis.

Perguntas Frequentes

O que é o palivizumabe e como ele atua contra o VSR?

Palivizumabe é um anticorpo monoclonal humanizado que se liga à glicoproteína F do VSR, impedindo a entrada do vírus nas células e conferindo imunidade passiva para prevenir infecções graves.

Quais recém-nascidos prematuros têm indicação para receber palivizumabe?

As indicações variam por diretriz, mas geralmente incluem prematuros com idade gestacional muito baixa (<29 ou <32 semanas) e/ou com doença pulmonar crônica da prematuridade, cardiopatia congênita hemodinamicamente significativa, entre outros.

Qual a diferença entre imunização ativa e passiva no contexto do VSR?

Imunização ativa envolve a produção de anticorpos pelo próprio organismo (ex: vacina), enquanto a imunização passiva é a administração de anticorpos pré-formados (ex: palivizumabe), conferindo proteção imediata, mas temporária.

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