HSD - Hospital São Domingos (MA) — Prova 2021
A bronquiolite é uma doença respiratória baixa, prevalente nos lactentes. O quadro se inicia como um resfriado, com obstrução nasal, coriza, tosse, febre, podendo evoluir em dois ou três dias para desconforto respiratório acentuado. Qual o principal agente etiológico?
Bronquiolite em lactentes → VSR é o principal agente etiológico, causando desconforto respiratório acentuado.
O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o agente etiológico mais comum da bronquiolite em lactentes, responsável pela maioria dos casos graves e hospitalizações. A doença se inicia como um resfriado comum e pode evoluir rapidamente para insuficiência respiratória, especialmente em crianças menores de 6 meses.
A bronquiolite é uma infecção respiratória baixa aguda que afeta principalmente lactentes, sendo uma das principais causas de hospitalização nessa faixa etária. Caracteriza-se por um quadro inicial de vias aéreas superiores que evolui para desconforto respiratório, sibilância e taquipneia. O conhecimento de sua etiologia e epidemiologia é fundamental para o manejo clínico e a prevenção de surtos. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o principal agente etiológico da bronquiolite, responsável por 50-80% dos casos. Outros vírus como rinovírus, metapneumovírus humano e adenovírus também podem causar a doença. A transmissão ocorre por contato direto com secreções respiratórias, e a infecção leva à inflamação e obstrução das pequenas vias aéreas, resultando em dificuldade respiratória. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas e exame físico. O tratamento da bronquiolite é majoritariamente de suporte, incluindo hidratação, oxigenoterapia e aspiração de vias aéreas. Não há tratamento antiviral específico rotineiramente recomendado. A profilaxia com palivizumabe pode ser indicada para grupos de alto risco, como prematuros e crianças com cardiopatias congênitas ou doença pulmonar crônica. A educação dos pais sobre os sinais de alerta e a prevenção da transmissão são cruciais para reduzir a morbidade e mortalidade.
Os principais sinais de alerta incluem taquipneia, tiragem intercostal e subcostal, batimento de asas nasais, sibilância e cianose. A piora do desconforto respiratório após 2-3 dias de sintomas iniciais de resfriado é um indicativo de progressão da doença.
O VSR é altamente contagioso e causa inflamação e necrose das células epiteliais bronquiolares, levando a edema, produção de muco e obstrução das pequenas vias aéreas. Sua alta transmissibilidade e a imaturidade imunológica dos lactentes contribuem para sua prevalência.
A identificação do agente etiológico, especialmente o VSR, é crucial para a vigilância epidemiológica e para a implementação de medidas de controle de infecção. Embora o tratamento seja principalmente de suporte, o conhecimento do agente pode influenciar decisões em ambientes hospitalares e na indicação de profilaxia em grupos de risco.
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