Vírus Influenza: Mecanismos de Variação Genética e Impacto

HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2021

Enunciado

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a influenza é uma infecção viral aguda que acomete, especialmente, o sistema respiratório. É de transmissibilidade elevada e distribuição global, podendo causar pandemias. A maioria dos casos graves, complicações, hospitalizações e óbitos se dá em indivíduos pertencentes aos grupos de risco. Em relação ao vírus influenza, podemos afirmar:

Alternativas

  1. A) Os mecanismos de diversificação e transformação gênica dos vírus influenza são responsáveis por sua perpetuação ao longo das décadas. Os principais mecanismos envolvidos nesse processo são os de mutação e o rearranjo gênico.
  2. B) Assim como na infecção por Covid-19, as crianças abaixo de 2 anos não pertencem ao grupo de risco para as complicações graves.
  3. C) A saturação de SpO2 <90% em ar ambiente é um dos sinais da Síndrome respiratória aguda grave (SRAG).
  4. D) Diversas medidas podem ser tomadas para tentar evitar ou minimizar os riscos de infecção pelo vírus influenza. A vacinação anual é uma medida de proteção, no entanto é contra indicada em gestantes e em crianças menores de 2 anos.

Pérola Clínica

Vírus influenza perpetua-se por mutação antigênica (drift) e rearranjo gênico (shift), essenciais para epidemias/pandemias.

Resumo-Chave

O vírus influenza possui alta capacidade de variação genética através da mutação (drift antigênico) e rearranjo gênico (shift antigênico), o que permite escapar da imunidade pré-existente e causar surtos sazonais e pandemias, justificando a necessidade de vacinação anual.

Contexto Educacional

A influenza é uma infecção viral respiratória aguda de alta transmissibilidade, causada pelo vírus influenza, que se destaca por sua capacidade de causar epidemias sazonais e pandemias globais. Essa característica é intrínseca à sua biologia, particularmente aos mecanismos de diversificação genética que permitem ao vírus evadir a resposta imune do hospedeiro. Os dois principais mecanismos são a mutação antigênica (antigenic drift), que consiste em pequenas alterações nos genes das proteínas de superfície (hemaglutinina e neuraminidase), e o rearranjo gênico (antigenic shift), que envolve a troca de segmentos genéticos inteiros entre diferentes subtipos virais, resultando em um novo subtipo para o qual a população tem pouca ou nenhuma imunidade. O drift é responsável pelas epidemias anuais, enquanto o shift pode levar a pandemias. A compreensão desses mecanismos é crucial para a saúde pública, pois justifica a necessidade de reformulação anual da vacina contra a influenza. Além disso, é fundamental que residentes conheçam os grupos de risco para complicações graves (crianças pequenas, idosos, gestantes, imunocomprometidos e portadores de doenças crônicas) e as medidas preventivas, como a vacinação, que é segura e eficaz para esses grupos, incluindo gestantes e crianças a partir dos 6 meses.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre antigenic drift e antigenic shift no vírus influenza?

Antigenic drift são pequenas mutações pontuais que ocorrem continuamente, levando a variações sazonais. Antigenic shift é uma mudança abrupta e maior, geralmente por rearranjo gênico entre diferentes subtipos, podendo causar pandemias.

Quais são os principais grupos de risco para complicações da influenza?

Os grupos de risco incluem crianças pequenas (<5 anos, especialmente <2 anos), idosos (>60 anos), gestantes, puérperas, imunocomprometidos e pessoas com doenças crônicas (respiratórias, cardíacas, metabólicas, etc.).

A vacina contra influenza é segura para gestantes e crianças pequenas?

Sim, a vacinação anual contra influenza é segura e altamente recomendada para gestantes em qualquer trimestre e para crianças a partir dos 6 meses de idade, pois são grupos de alto risco para complicações graves.

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