Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2025
Os vírus influenza A:
Influenza A = Epidemias sazonais (drift) + TODAS as pandemias (shift).
O vírus Influenza A é o único tipo de influenza responsável por pandemias devido à sua capacidade de sofrer "antigenic shift", uma grande alteração genética por recombinação. Além disso, causa epidemias sazonais anuais por "antigenic drift", que são pequenas mutações pontuais.
Os vírus influenza são classificados nos tipos A, B, C e D. O vírus Influenza A é o de maior importância para a saúde pública global, sendo o único associado a pandemias devastadoras, como a Gripe Espanhola de 1918 e a pandemia de H1N1 em 2009. Além disso, é uma das principais causas de epidemias sazonais anuais. Essa versatilidade epidemiológica do Influenza A deve-se a dois mecanismos de mutação. O primeiro é o 'antigenic drift' (deriva antigênica), um processo de acúmulo de pequenas mutações pontuais que altera gradualmente as proteínas de superfície do vírus, permitindo que ele escape da imunidade pré-existente na população e cause epidemias sazonais. O segundo, exclusivo do Influenza A, é o 'antigenic shift' (mudança antigênica), uma recombinação de segmentos genéticos entre diferentes cepas virais (humanas e de origem animal, como aviária ou suína), que pode gerar um vírus completamente novo, para o qual a população não tem imunidade, resultando em uma pandemia. Os vírus Influenza B também causam epidemias sazonais, mas não pandemias, pois sofrem apenas 'antigenic drift'. O Influenza C causa infecções respiratórias leves e esporádicas, e o D afeta principalmente o gado. O estudo aprofundado do Influenza A é, portanto, crucial para a vigilância epidemiológica e o desenvolvimento de vacinas.
'Antigenic drift' são pequenas mutações pontuais que ocorrem continuamente nas proteínas de superfície do vírus (hemaglutinina e neuraminidase), causando as epidemias sazonais. 'Antigenic shift' é uma mudança drástica e súbita que ocorre apenas no Influenza A, quando o vírus adquire novos segmentos genômicos (recombinação), criando um subtipo viral novo com potencial pandêmico.
O tratamento é feito com inibidores da neuraminidase, como o Oseltamivir, principalmente para pacientes com fatores de risco para complicações, síndrome respiratória aguda grave (SRAG) ou que necessitem de hospitalização. O tratamento deve ser iniciado preferencialmente nas primeiras 48 horas dos sintomas.
Clinicamente, é impossível diferenciar as infecções por Influenza A e B, pois ambas causam a síndrome gripal clássica (febre alta, mialgia, cefaleia, tosse). A confirmação etiológica requer testes laboratoriais, como o RT-PCR.
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