Vírus Influenza: Drift, Shift e Impacto dos Subtipos

FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2020

Enunciado

Assinale a alternativa INCORRETA sobre o vírus influenza:

Alternativas

  1. A) O drift antigênico é um processo de acúmulo de mutações pontuais nos genes da hemaglutinina e da neuraminidase que ocorre com os vírus A e B permite que o vírus se esquive da imunidade, resultando em epidemias sazonais.
  2. B) O shift antigênico é um processo no qual ocorre a introdução entre seres humanos de uma nova cepa viral, com novas hemaglutininas e neuraminidases.
  3. C) As crianças, de modo geral, são o primeiro alvo do vírus e, portanto, indicam o início de um surto ao aumentar a frequência de busca por atendimentos por quadros respiratórios febris.
  4. D) O vírus H1N1 esta associado à maior mortalidade do que o vírus H3N2.

Pérola Clínica

O vírus influenza H3N2 é geralmente associado a maior morbimortalidade em idosos e maior gravidade geral que o H1N1.

Resumo-Chave

Embora o H1N1 tenha causado pandemias notáveis, o subtipo H3N2 do vírus influenza A é frequentemente associado a maior gravidade da doença, hospitalizações e mortalidade, especialmente em idosos e grupos de risco, devido à sua maior capacidade de causar doença grave e a uma resposta imune menos robusta.

Contexto Educacional

O vírus influenza é um patógeno respiratório altamente contagioso, responsável por epidemias sazonais e, ocasionalmente, pandemias. Pertence à família Orthomyxoviridae e é classificado em tipos A, B, C e D. Os tipos A e B são os mais relevantes para a saúde humana, com o tipo A sendo o mais variável e responsável pela maioria das pandemias. A compreensão de seus mecanismos de variação antigênica é crucial para a vigilância epidemiológica e o desenvolvimento de vacinas. Dois processos principais de variação antigênica ocorrem no vírus influenza: o drift e o shift. O drift antigênico refere-se a mutações pontuais nos genes que codificam as proteínas de superfície (hemaglutinina - HA e neuraminidase - NA), permitindo que o vírus escape parcialmente da imunidade pré-existente e cause epidemias sazonais. O shift antigênico, por sua vez, é uma mudança maior e abrupta, geralmente resultante da recombinação de segmentos genéticos de diferentes cepas virais, levando ao surgimento de um novo subtipo viral com HA e/ou NA completamente novos, o que pode desencadear pandemias. Em relação à gravidade, embora o H1N1 tenha sido o causador da pandemia de 2009, o subtipo H3N2 é frequentemente associado a maior morbimortalidade em idosos e grupos de risco durante as estações de influenza. As crianças são frequentemente os primeiros a serem afetados em um surto, servindo como sentinelas epidemiológicas. A vacinação anual é a principal estratégia de prevenção, visando proteger contra as cepas circulantes mais prováveis.

Perguntas Frequentes

O que é o drift antigênico no vírus influenza?

O drift antigênico é um processo de pequenas mutações pontuais nos genes que codificam as proteínas de superfície do vírus, hemaglutinina (HA) e neuraminidase (NA). Essas mutações permitem que o vírus escape parcialmente da imunidade pré-existente, resultando em epidemias sazonais.

Qual a diferença entre drift e shift antigênico?

O drift antigênico envolve pequenas mutações e causa epidemias sazonais. O shift antigênico é uma mudança maior e abrupta, geralmente pela recombinação de material genético de diferentes cepas, levando ao surgimento de um novo subtipo viral com HA e/ou NA diferentes, o que pode causar pandemias.

Por que o vírus H3N2 é frequentemente associado a maior gravidade da doença?

O subtipo H3N2 é frequentemente associado a maior morbidade e mortalidade, especialmente em idosos e pacientes com comorbidades, devido à sua maior virulência e capacidade de causar doença grave. As vacinas sazonais tendem a ter menor eficácia contra o H3N2 em comparação com outros subtipos.

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