Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2024
A infecção pelo HDV é dependente de uma infecção pelo HBV associada. Podemos indicar como correto que:
HDV depende de HBV. Infecção simultânea HBV+HDV = coinfecção.
O vírus da hepatite D (HDV) é um vírus defectivo que requer a presença do vírus da hepatite B (HBV) para sua replicação e infecção. A infecção simultânea por ambos os vírus é chamada coinfecção, enquanto a infecção por HDV em um portador crônico de HBV é superinfecção.
O vírus da hepatite D (HDV), também conhecido como vírus Delta, é um vírus RNA defectivo que necessita da presença do vírus da hepatite B (HBV) para sua replicação e infecção. A infecção por HDV é uma das formas mais graves de hepatite viral, podendo levar a uma progressão mais rápida para cirrose e carcinoma hepatocelular. Existem duas formas principais de infecção por HDV em relação ao HBV: a coinfecção e a superinfecção. A coinfecção ocorre quando o indivíduo é infectado simultaneamente pelo HBV e HDV. Geralmente, apresenta um curso agudo, com maior probabilidade de resolução espontânea e menor risco de cronicidade. Já a superinfecção ocorre quando o HDV infecta um indivíduo que já é portador crônico do HBV. Esta forma é mais grave, com alta taxa de cronicidade da hepatite D e progressão acelerada da doença hepática. Para residentes, é fundamental compreender a epidemiologia, as formas de infecção e o impacto prognóstico da hepatite D. O diagnóstico precoce e a diferenciação entre coinfecção e superinfecção são cruciais para o manejo adequado, que inclui o monitoramento da função hepática e, em casos de hepatite D crônica, o tratamento com interferon peguilado alfa, visando melhorar os desfechos clínicos.
A coinfecção geralmente tem um curso agudo e autolimitado, com menor risco de cronicidade. A superinfecção, por outro lado, frequentemente leva à cronicidade da hepatite D e a uma doença hepática mais grave e rapidamente progressiva.
O diagnóstico é feito pela detecção de anticorpos anti-HDV (IgM para infecção aguda, IgG para crônica) e pela detecção do RNA do HDV no soro, sempre em pacientes HBsAg positivos, indicando a presença do HBV.
O tratamento principal para a hepatite D crônica é o interferon peguilado alfa, que visa suprimir a replicação viral e reduzir a inflamação hepática, embora as taxas de resposta sejam variáveis e o tratamento seja desafiador.
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