Grupo OPTY - Rede de Oftalmologia — Prova 2025
A hepatite é uma inflamação do fígado que pode ser causada por diversos fatores, incluindo infecções virais, consumo excessivo de álcool, toxicidade de medicamentos e doenças autoimunes. Dessa forma, avalie as afirmações como verdadeiras (V) ou falsas (F):I. O Vírus da Hepatite B (HBV) é o único vírus de Hepatite cujo genoma é composto por DNA.II. O risco de evolução para Carcinoma Hepatocelular (CHC) é maior em pacientes com Hepatite B crônica, especialmente em grupos de maior risco, como homens de origem asiática com mais de 40 anos.III. A Hepatite B não apresenta risco de reativação após a cura da infecção, uma vez que o vírus é completamente eliminado do organismo.Assim, a alternativa CORRETA é:
A hepatite B é uma infecção viral do fígado causada pelo Vírus da Hepatite B (HBV), um hepadnavírus que se destaca por possuir um genoma de DNA, ao contrário dos demais vírus hepatotrópicos (Hepatite A, C, D, E) que são de RNA. Essa particularidade confere ao HBV um ciclo de vida complexo, que inclui a formação de um DNA covalentemente fechado circular (cccDNA) no núcleo dos hepatócitos, responsável pela persistência viral e pela dificuldade de erradicação completa da infecção. A infecção pode ser aguda ou evoluir para cronicidade, especialmente quando adquirida na infância. A infecção crônica pelo HBV é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças hepáticas graves, incluindo cirrose e carcinoma hepatocelular (CHC). O risco de CHC é particularmente elevado em pacientes com cirrose, alta carga viral, genótipos virais específicos e em grupos demográficos de maior risco, como homens asiáticos com mais de 40 anos. O monitoramento regular com exames de imagem e marcadores tumorais é fundamental para a detecção precoce do CHC nesses pacientes. Um ponto crucial na compreensão da Hepatite B é o conceito de "cura funcional", que se refere à perda do HBsAg e detecção de anti-HBs, com DNA do HBV indetectável no soro. No entanto, mesmo na cura funcional, o cccDNA persiste nos hepatócitos, o que significa que o vírus não é completamente eliminado. Consequentemente, há um risco de reativação da Hepatite B em situações de imunossupressão, como durante quimioterapia, uso de corticosteroides em altas doses ou imunobiológicos, exigindo profilaxia antiviral nesses cenários.
O HBV é o único vírus hepatotrópico cujo genoma é composto por DNA. Os outros vírus da hepatite (A, C, D, E) possuem genoma de RNA, o que confere ao HBV particularidades em seu ciclo replicativo e na persistência da infecção.
Fatores de risco incluem cirrose hepática, carga viral elevada de HBV, genótipo C, coinfeção com HCV ou HIV, consumo de álcool, diabetes, obesidade, e características demográficas como sexo masculino e idade avançada, especialmente em populações asiáticas.
Sim, a Hepatite B pode reativar mesmo após a "cura funcional" (definida pela soroconversão HBsAg negativo e anti-HBs positivo). Isso ocorre porque o DNA viral (cccDNA) persiste no núcleo dos hepatócitos, podendo ser reativado em situações de imunossupressão, como quimioterapia ou uso de imunobiológicos.
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