UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2015
Sobre o vírus Ebola, é correto afirmar:
Ebola: alta letalidade, transmissão por fluidos, reservatório morcego, casos autóctones restritos à África.
O vírus Ebola é um RNA vírus altamente patogênico, transmitido por contato direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infectados. Sua alta letalidade e o risco de surtos exigem medidas rigorosas de controle de infecção e vigilância epidemiológica.
O vírus Ebola, membro da família Filoviridae, é o agente etiológico da febre hemorrágica Ebola (FHE), uma doença grave e frequentemente fatal. Sua importância clínica reside na alta letalidade e na capacidade de causar surtos epidêmicos, principalmente na África Subsaariana, com grande impacto na saúde pública e socioeconômico. A compreensão de sua epidemiologia e modos de transmissão é crucial para a contenção. A transmissão do Ebola ocorre por contato direto com fluidos corporais (sangue, vômito, fezes, urina, sêmen, saliva) de pessoas ou animais infectados, ou com objetos contaminados. O período de incubação varia de 2 a 21 dias. Os sintomas iniciais são inespecíficos, como febre, fadiga, mialgia, cefaleia, seguidos por vômitos, diarreia, erupções cutâneas e, em casos graves, hemorragias internas e externas. O diagnóstico é feito por RT-PCR. O tratamento é de suporte, visando manter a hidratação, pressão arterial e oxigenação. A prevenção é fundamental e envolve evitar contato com animais selvagens, práticas seguras de sepultamento, e rigorosas medidas de controle de infecção em ambientes de saúde, incluindo o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). O desenvolvimento de vacinas e terapias específicas representa um avanço promissor na luta contra a FHE, mas a vigilância e a resposta rápida a surtos continuam sendo pilares essenciais.
O vírus Ebola é transmitido por contato direto com sangue, secreções, órgãos ou outros fluidos corporais de pessoas ou animais infectados, bem como por contato com superfícies e objetos contaminados. A transmissão aérea não é um mecanismo documentado.
A prevenção primária inclui evitar contato com animais selvagens (especialmente morcegos e primatas) em áreas endêmicas. A prevenção secundária foca na proteção rigorosa de contactantes e profissionais de saúde, com uso de EPIs e isolamento de casos.
O reservatório natural do vírus Ebola são os morcegos frugívoros, que podem carregar o vírus sem desenvolver a doença. A transmissão para humanos geralmente ocorre através do contato com animais infectados.
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