HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2018
Assinale a alternativa INCORRETA sobre a violência sexual na infância e adolescência:
Em violência sexual, a proteção da vítima prevalece sobre a negativa dos responsáveis; sigilo profissional não se aplica à notificação compulsória.
O sigilo profissional em casos de violência sexual na infância e adolescência não se estende à equipe de atendimento ou aos órgãos de proteção, pois a notificação compulsória é obrigatória e visa garantir a segurança da vítima, prevalecendo sobre a vontade dos responsáveis.
A violência sexual contra crianças e adolescentes é uma grave violação de direitos humanos e um problema de saúde pública complexo, exigindo uma abordagem multidisciplinar e sensível por parte dos profissionais de saúde. A conduta nesses casos é guiada por protocolos que priorizam a proteção da vítima, a profilaxia de agravos e a notificação compulsória. Um ponto crítico é a prevalência da proteção da vítima sobre a negativa dos responsáveis. Em situações de violência sexual, se os pais ou responsáveis se opõem às medidas de profilaxia ou tratamento, a equipe de saúde deve agir para garantir a segurança e o bem-estar da criança ou adolescente, acionando os órgãos de proteção. O sigilo profissional, embora fundamental na medicina, não se aplica de forma absoluta quando há risco à vida ou à integridade de menores, sendo a notificação compulsória uma exceção legal e ética. As medidas de profilaxia pós-exposição são essenciais e devem ser iniciadas o mais rápido possível. Isso inclui contracepção de emergência, profilaxia para ISTs e HIV (PEP), que tem maior eficácia se iniciada em até 72 horas. O exame ginecológico, especialmente em pós-púberes, é crucial para identificar lesões, coletar material para exames de ISTs e para fins forenses (DNA), que pode ser detectado por até 7 dias após a agressão. A compreensão desses aspectos é vital para uma atuação ética e eficaz.
A notificação compulsória é uma obrigação legal e ética que visa acionar a rede de proteção à criança e ao adolescente, garantindo a segurança da vítima e a investigação do agressor, mesmo contra a vontade dos responsáveis.
As medidas incluem profilaxia para infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), gravidez (contracepção de emergência) e HIV (PEP), além de vacinação contra hepatite B e HPV, conforme a situação.
Provas de DNA podem ser encontradas na vagina e no colo do útero por até 7 dias (168 horas) após a agressão, sendo crucial a coleta precoce para fins forenses.
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