Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2020
É necessário que os profissionais de saúde mantenham um alto grau de suspeição, pois as crianças e adolescentes que sofrem violência sexual podem apresentar queixas vagas que, à primeira vista, não levam o profissional a suspeitar dessa situação. Sendo INADEQUADA a alternativa:
Sangramento vaginal por corpo estranho auto-introduzido em pré-púberes NÃO é sinal INADEQUADO de violência sexual.
É crucial diferenciar causas acidentais ou auto-infligidas de lesões genitais de sinais de abuso sexual. A introdução de corpo estranho vaginal pela própria criança é uma causa comum de sangramento e dor, que deve ser investigada, mas não é um sinal patognomônico de violência sexual, ao contrário das outras opções que são sinais de alto alerta.
A violência sexual infantil é um grave problema de saúde pública, com alta prevalência e consequências devastadoras para o desenvolvimento da criança. Profissionais de saúde devem estar aptos a reconhecer os sinais e sintomas, mesmo quando inespecíficos, para garantir a proteção e o encaminhamento adequado das vítimas. A identificação precoce é fundamental para minimizar os danos físicos e psicológicos a longo prazo. O diagnóstico de violência sexual exige um alto grau de suspeição, pois as manifestações podem ser variadas e nem sempre óbvias. Sinais como lesões genitais, anais ou orais sem explicação clara, infecções sexualmente transmissíveis, alterações comportamentais e queixas somáticas inespecíficas devem levantar a bandeira vermelha. É crucial realizar uma anamnese detalhada e um exame físico minucioso, sempre respeitando a criança e o contexto legal. O manejo de casos suspeitos de violência sexual envolve a proteção da criança, notificação às autoridades competentes e encaminhamento para equipes multidisciplinares especializadas. O tratamento visa não apenas as lesões físicas, mas também o suporte psicológico e social. A abordagem deve ser sensível, empática e focada na segurança e bem-estar da vítima, evitando revitimização.
Sinais físicos incluem lesões genitais ou anais sem causa aparente, sangramentos, fissuras, dilatação do esfíncter anal, lesões orais ou de palato, e infecções sexualmente transmissíveis.
A diferenciação exige uma avaliação cuidadosa do histórico, mecanismo da lesão, localização e padrão das lesões, além de considerar a consistência entre o relato e os achados clínicos.
Crianças e adolescentes podem apresentar queixas vagas ou inespecíficas devido ao trauma, medo ou dificuldade de verbalizar. Manter alta suspeição é crucial para identificar e intervir precocemente.
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