FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2015
Com relação à violência sexual em crianças, assinale a alternativa CORRETA:
Violência sexual infantil: baixo rendimento escolar, encoprese e enurese são sinais indiretos de alerta.
A violência sexual em crianças raramente envolve violência física evidente e, na maioria dos casos, o agressor é alguém conhecido da criança. Sinais comportamentais e psicossomáticos, como baixo rendimento escolar, encoprese e enurese, são frequentemente os primeiros indicativos de suspeita.
A violência sexual em crianças é um grave problema de saúde pública, com profundas consequências físicas, psicológicas e sociais. É fundamental que profissionais de saúde estejam aptos a reconhecer os sinais de alerta, mesmo que sutis, para intervir precocemente e proteger a criança. A notificação é compulsória e essencial. Contrariamente ao senso comum, a maioria dos casos de violência sexual infantil não envolve violência física explícita e, portanto, não deixa marcas visíveis no exame físico. Além disso, na grande maioria das situações, o agressor é alguém conhecido e de confiança da criança, o que dificulta a denúncia e aumenta o trauma. A primeira interação raramente ocorre na puberdade, sendo mais comum em idades precoces, e as meninas são as vítimas mais frequentes. Os indicadores de suspeita de violência sexual são frequentemente comportamentais ou psicossomáticos. Baixo rendimento escolar, alterações de comportamento (agressividade, isolamento), distúrbios do sono, ansiedade, depressão, e sintomas como encoprese e enurese (especialmente se secundárias) são importantes sinais de alerta que devem levar o profissional a investigar a possibilidade de abuso.
Além de sinais físicos, indicadores de suspeita incluem alterações comportamentais (ansiedade, agressividade), baixo rendimento escolar, isolamento social, distúrbios do sono, encoprese e enurese secundária.
Na maioria dos casos, os agressores são pessoas conhecidas da criança, como familiares, padrastos, vizinhos ou amigos da família, e não estranhos.
Não, o exame físico nem sempre é conclusivo. A maioria dos casos de violência sexual não apresenta lesões físicas evidentes, tornando os sinais comportamentais e psicológicos cruciais para a suspeita.
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