HE Jayme Neves - Hospital Escola Jayme dos Santos Neves (ES) — Prova 2020
Sobre a violência sexual aguda na infância, é correto afirmar, exceto:
Violência sexual aguda: atendimento urgente, profilaxia IST/gravidez, agressor geralmente conhecido, equipe multidisciplinar essencial.
Embora o atendimento médico inicial em serviço de urgência seja prioritário para profilaxia e coleta de evidências, a atuação profissional em equipe multidisciplinar (médico, psicólogo, assistente social, jurídico) é fundamental para o manejo integral e a recuperação da vítima de violência sexual, abrangendo aspectos físicos, psicológicos e sociais. A afirmação de que não é necessária uma equipe multidisciplinar é contrária às diretrizes atuais.
A violência sexual na infância é um grave problema de saúde pública, com profundas repercussões físicas e psicossociais a curto e longo prazo. O atendimento de casos agudos exige uma resposta rápida e coordenada, focada na proteção da vítima, na prevenção de danos secundários e na coleta de evidências para fins legais. É fundamental que profissionais de saúde estejam aptos a identificar, acolher e manejar esses casos. O perfil epidemiológico da violência sexual infantil revela que, embora possa ocorrer em qualquer idade, adolescentes são mais frequentemente acometidos, e o agressor é, na vasta maioria dos casos, alguém do círculo de confiança da criança. O atendimento inicial em serviço de urgência é mandatório para avaliação clínica, tratamento de lesões, profilaxia de IST (HIV, sífilis, hepatite B) e gravidez, além da coleta de material para exame forense. Apesar da urgência do atendimento médico, a complexidade da violência sexual demanda uma atuação em equipe multidisciplinar. Médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais e, quando necessário, profissionais do direito, devem trabalhar em conjunto para oferecer suporte integral à criança e sua família, desde o acolhimento inicial até o acompanhamento a longo prazo, visando a recuperação e a minimização dos traumas. A ausência de uma abordagem integrada pode comprometer a eficácia do cuidado e a proteção da vítima.
A primeira conduta é garantir a segurança da criança, realizar o atendimento médico de urgência para avaliação de lesões, coleta de evidências forenses e profilaxia de infecções sexualmente transmissíveis (IST) e gravidez.
Na maioria dos casos de violência sexual infantil, o agressor é alguém conhecido da vítima, como familiares, amigos próximos da família, vizinhos ou cuidadores, o que dificulta a denúncia e aumenta o trauma.
A abordagem multidisciplinar é crucial porque a violência sexual afeta a criança em múltiplas dimensões (física, psicológica, social). Uma equipe com médicos, psicólogos, assistentes sociais e profissionais do direito garante um cuidado integral, suporte à família e encaminhamentos adequados.
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