ICEPI - Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação (ES) — Prova 2020
Sobre a violência sexual contra crianças e adolescentes, MARQUE A CORRETA:
Violência sexual: realizar bacteriologia vaginal/anal com swab de algodão e iniciar profilaxia DSTs não virais até 72h.
A violência sexual contra crianças e adolescentes é um grave problema de saúde pública, sendo a violência intrafamiliar a mais comum. O atendimento à vítima deve ser integral, incluindo a coleta de exames para identificação de DSTs, profilaxia adequada e contracepção de emergência, independentemente da idade ou status menstrual.
A violência sexual contra crianças e adolescentes é uma violação grave dos direitos humanos e um problema de saúde pública com profundas consequências físicas e psicológicas. É crucial que profissionais de saúde estejam preparados para acolher, diagnosticar e manejar adequadamente essas vítimas. A violência intrafamiliar é a forma mais prevalente, o que torna a identificação e denúncia ainda mais complexas. O atendimento à vítima de violência sexual deve ser integral e humanizado, seguindo protocolos específicos. Isso inclui a coleta de material para exames laboratoriais (bacteriologia vaginal e anal com swab de algodão, sorologias para HIV, sífilis, hepatites B e C), profilaxia de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e de gravidez. A profilaxia das DSTs não virais (gonorreia, clamídia, sífilis, tricomoníase) deve ser iniciada o mais rápido possível, idealmente até 72 horas após o evento. A profilaxia para HIV e hepatite B também deve ser avaliada. A contracepção de emergência é fundamental e deve ser oferecida a todas as vítimas em idade fértil, inclusive pré-menarca, pois a ovulação pode ser imprevisível.
A violência sexual intrafamiliar é, infelizmente, mais comum do que a extrafamiliar, sendo perpetrada por pessoas conhecidas e de confiança da criança ou adolescente, o que dificulta a denúncia.
A profilaxia das DSTs não virais (como gonorreia, clamídia, sífilis e tricomoníase) deve ser iniciada o mais rápido possível, idealmente até 72 horas após a violência, para garantir sua eficácia.
Sim, a contracepção de emergência deve ser oferecida a todas as vítimas em idade fértil, independentemente do status menstrual, pois a ovulação pode ocorrer a qualquer momento e não há como prever o ciclo menstrual em meninas jovens.
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