INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024
Uma jovem de 19 anos procura a emergência da maternidade com dor importante no baixo ventre e com discreto sangramento. À triagem, apresenta-se muito abalada, relata ter sofrido violência sexual durante um assalto, há 4 horas, e que o agressor não usou preservativo quando a penetrou. Relata que, ao chegar em casa e contar o ocorrido, sua mãe preferiu levá-la para atendimento médico antes de procurar a delegacia da mulher. Informa nunca ter engravidado, ter ciclos menstruais regulares, ter iniciado vida sexual aos 17 anos, com o ex-namorado, e que, atualmente, está sem relações sexuais há 5 meses.De acordo com a norma técnica do Ministério da Saúde, Prevenção e Tratamento dos Agravos Resultantes da Violência Sexual contra Mulheres e Adolescentes, a conduta médica correta é prescrever a contracepção de emergência com
Violência sexual → Contracepção de emergência (levonorgestrel dose única) + Profilaxia ISTs (não virais e virais) imediatamente.
Em casos de violência sexual, a conduta médica prioritária e imediata, conforme o Ministério da Saúde, inclui a contracepção de emergência com levonorgestrel em dose única e a profilaxia para todas as ISTs (não virais e virais), independentemente do status sorológico do agressor ou da necessidade de registro policial.
O atendimento à vítima de violência sexual é uma emergência médica que exige uma abordagem humanizada, integral e rápida, seguindo as diretrizes do Ministério da Saúde. O foco principal é a prevenção de agravos à saúde física e mental, incluindo gravidez indesejada e infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), além do suporte psicossocial. A contracepção de emergência deve ser oferecida o mais rápido possível, preferencialmente nas primeiras 72 horas, sendo o levonorgestrel em dose única a opção recomendada. Paralelamente, é crucial iniciar a profilaxia pós-exposição para ISTs (bacterianas e virais) e HIV, independentemente do status sorológico conhecido ou presumido do agressor, devido à janela de oportunidade limitada para a eficácia dessas intervenções. A profilaxia para HIV deve ser iniciada em até 72 horas, e para hepatite B, se a vítima não for imunizada, a vacina e a imunoglobulina devem ser administradas. O atendimento não deve ser condicionado ao registro de boletim de ocorrência ou à realização de exames periciais, garantindo o direito da vítima ao cuidado imediato e completo.
A contracepção de emergência com levonorgestrel é mais eficaz se administrada nas primeiras 72 horas (3 dias) após o ato sexual desprotegido, mas pode ser considerada até 120 horas (5 dias), com eficácia decrescente.
A profilaxia deve cobrir sífilis, gonorreia, clamídia, tricomoníase, hepatite B e HIV, com esquemas específicos de antibióticos e antirretrovirais, além de vacinação para hepatite B se a vítima não for imunizada.
Não. O atendimento médico completo, incluindo profilaxias e contracepção de emergência, deve ser oferecido imediatamente, independentemente de a vítima ter ou não registrado queixa policial, garantindo o direito ao cuidado.
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