Violência Sexual: Manejo Imediato e Profilaxia Essencial

UNIRG - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2023

Enunciado

Adolescente comparece ao pronto-socorro ginecológico, no domingo pela manhã, 30 horas após ter sido vítima de violência sexual, com consumação da relação sem uso de preservativo. Nesse caso, a conduta a ser tomada é

Alternativas

  1. A) administrar, imediatamente, o levonorgestrel 0,75mg (em dose única), a profilaxia para sífilis e HIV, além de colher sangue e material para análise do conteúdo vaginal.
  2. B) prescrever o levonorgestrel 1,5mg e realizar coleta de sangue para exames sorológicos, tratando de acordo com o resultado desses exames.
  3. C) proceder à coleta de material no sangue bem como do conteúdo vaginal e, depois, administrar a profilaxia para infecções sexualmente transmissíveis.
  4. D) administrar, imediatamente, o levonorgestrel 1,5mg bem como prescrever profilaxia para sífilis, clamídia, gonorreia, hepatite B e HIV.

Pérola Clínica

Violência sexual: até 72h, iniciar profilaxia ISTs (HIV, sífilis, gonorreia, clamídia, hepatite B) e anticoncepção de emergência.

Resumo-Chave

Em casos de violência sexual, a profilaxia pós-exposição para ISTs e a anticoncepção de emergência devem ser iniciadas o mais rápido possível, idealmente até 72 horas após o evento. A coleta de exames é importante, mas não deve atrasar o início das profilaxias.

Contexto Educacional

O atendimento à vítima de violência sexual é uma emergência médica e psicossocial que exige uma abordagem multidisciplinar e humanizada. O foco principal é a prevenção de gravidez indesejada e infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), além do suporte psicológico e social. A janela de tempo para a eficácia das profilaxias é crítica, especialmente para o HIV. A fisiopatologia da transmissão de ISTs e da concepção após violência sexual é a mesma de qualquer relação sexual desprotegida. No entanto, o contexto de violência adiciona a urgência da profilaxia. A anticoncepção de emergência com levonorgestrel atua inibindo ou atrasando a ovulação. A profilaxia pós-exposição (PEP) para HIV deve ser iniciada idealmente em até 72 horas, e para outras ISTs, como sífilis, clamídia e gonorreia, também deve ser administrada precocemente. A vacinação contra hepatite B e imunoglobulina, se indicada, também são parte do protocolo. A conduta imediata inclui a administração de levonorgestrel 1,5mg (dose única) para anticoncepção de emergência. Para ISTs, prescrever profilaxia para sífilis (penicilina benzatina), clamídia e gonorreia (azitromicina + ceftriaxona), hepatite B (vacina e/ou imunoglobulina, conforme status vacinal) e HIV (PEP, com esquema antirretroviral por 28 dias). A coleta de material para exames (sorologias basais, teste de gravidez, swab vaginal para cultura) deve ser feita, mas sem atrasar o início das profilaxias. O acompanhamento posterior é fundamental.

Perguntas Frequentes

Qual o prazo para iniciar a anticoncepção de emergência após violência sexual?

A anticoncepção de emergência com levonorgestrel é eficaz se iniciada em até 72 horas (3 dias) após a relação sexual desprotegida, embora possa ter alguma eficácia até 120 horas.

Quais ISTs devem ser profilaticamente tratadas após violência sexual?

As profilaxias incluem HIV (PEP), sífilis, clamídia, gonorreia e hepatite B. A escolha dos medicamentos deve seguir os protocolos do Ministério da Saúde.

A coleta de exames deve atrasar o início das profilaxias?

Não, a coleta de exames (sorologias para HIV, sífilis, hepatites, swab vaginal) deve ser realizada, mas o início das profilaxias não deve ser postergado, pois a eficácia é tempo-dependente.

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