Manejo da Violência Sexual: Profilaxia e Cuidados Essenciais

SMS Florianópolis - Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis (SC) — Prova 2021

Enunciado

Você atende uma mulher, 23 anos, que foi vítima de violência sexual há 04 dias. Faz uso de método anticoncepcional injetável mensal. Sobre o manejo deste tipo de violência, assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) Deve-se iniciar esquema antirretroviral como profilaxia pós exposição para o HIV
  2. B) É indicado contracepção de emergência para prevenção de gravidez
  3. C) Deve-se indicar imunoglobulina e vacina para hepatite B caso a paciente não seja imunizada
  4. D) O MFC consegue manejar estes casos sem necessidade de encaminhar para outros profissionais de saúde e serviços de referência

Pérola Clínica

Violência sexual: profilaxia para HIV, Hepatite B (vacina + Ig se não imunizada) e contracepção de emergência.

Resumo-Chave

O manejo da violência sexual é uma emergência médica que exige uma abordagem abrangente, incluindo profilaxia para infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e gravidez. A profilaxia para Hepatite B com imunoglobulina e vacina é crucial se a vítima não for previamente imunizada, independentemente do uso de anticoncepcional, pois a proteção contra ISTs é distinta da contracepção hormonal.

Contexto Educacional

O atendimento à vítima de violência sexual é uma emergência que exige uma abordagem humanizada, integral e multidisciplinar. O foco principal é a prevenção de gravidez indesejada e de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), além do suporte psicossocial. É fundamental que o profissional de saúde esteja ciente dos protocolos e diretrizes para garantir a melhor assistência. A profilaxia pós-exposição (PEP) para HIV deve ser iniciada o mais precocemente possível, preferencialmente nas primeiras 2 horas e, no máximo, até 72 horas após a exposição. Para Hepatite B, a conduta depende do status vacinal da vítima: se não imunizada ou com esquema incompleto, deve-se administrar a primeira dose da vacina e a imunoglobulina anti-HBs. Se já imunizada e com sorologia protetora, não há necessidade de profilaxia adicional. A contracepção de emergência é sempre indicada, a menos que haja contraindicação ou gravidez confirmada. Além das profilaxias, o atendimento inclui a coleta de vestígios (se a vítima desejar e dentro do prazo legal), exames para ISTs, vacinação antitetânica (se indicada) e acompanhamento psicológico. A notificação compulsória é obrigatória e não depende da vontade da vítima. O profissional de saúde tem um papel crucial na orientação e encaminhamento para os serviços de referência, garantindo a continuidade do cuidado e o acesso à justiça.

Perguntas Frequentes

Quando é indicada a profilaxia pós-exposição para HIV após violência sexual?

A profilaxia pós-exposição (PEP) para HIV deve ser iniciada o mais rápido possível, idealmente nas primeiras 2 horas e no máximo em até 72 horas após a exposição. É um esquema antirretroviral que dura 28 dias e deve ser seguido rigorosamente.

A contracepção de emergência é sempre indicada em casos de violência sexual?

Sim, a contracepção de emergência é sempre indicada, a menos que a gravidez já esteja confirmada ou a vítima já esteja usando um método contraceptivo de alta eficácia e tenha certeza de sua ação. Mesmo com anticoncepcional injetável mensal, a avaliação é necessária para garantir a prevenção.

Qual a conduta para profilaxia de Hepatite B em vítimas de violência sexual?

Para Hepatite B, deve-se verificar o status vacinal da vítima. Se não imunizada, indica-se a primeira dose da vacina e imunoglobulina anti-HBs. Se já imunizada e com sorologia protetora, geralmente não é necessária profilaxia adicional, a menos que haja dúvida sobre a resposta imune.

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