Violência Sexual: Profilaxia de IST e HIV

FBHC - Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (SE) — Prova 2020

Enunciado

De acordo com as normas técnicas do Ministério da Saúde, as Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) adquiridas em decorrência da violência sexual podem implicar em graves consequências físicas e emocionais. Assinale a alternativa INCORRETA.

Alternativas

  1. A) O estupro é definido da seguinte forma: ""constranger mulher a conjunção carnal mediante violência ou grave ameaça: pena - reclusão de 06 a 10 anos"".
  2. B) A anticoncepção de emergência deve ser prescrita para todas as mulheres e adolescentes, sem suspeita de gravidez, que se encontrem no menacme, que tenham tido contato vaginal, certo ou duvidoso com o sêmen, independente do período do ciclo menstrual e não tiverem usando regularmente método contraceptivo de elevada eficácia no momento da violência sexual.
  3. C) São prescritas medicações contra sífilis; gonorréia; clamídia; cancro mole.
  4. D) É critério recomendado de profilaxia pré-exposição contra HIV: penetração anal e/ou vaginal desprotegida com ejaculação sofrida há menos de 72h.
  5. E) Não se recomenda profilaxia pré-exposição contra HIV: abuso crônico (mesmo agressor; violência, penetração oral sem ejaculação.

Pérola Clínica

Violência sexual: PEP HIV é para exposição recente (<72h); PrEP é para prevenção contínua em alto risco, não para pós-exposição.

Resumo-Chave

Em casos de violência sexual, a profilaxia pós-exposição (PEP) para HIV e outras ISTs é crucial e deve ser iniciada o mais rápido possível, idealmente nas primeiras 72 horas. A anticoncepção de emergência também é fundamental. A alternativa D está incorreta porque descreve critérios de PrEP (profilaxia pré-exposição) e não de PEP, que é a indicada após a violência sexual.

Contexto Educacional

A violência sexual é um grave problema de saúde pública, com profundas consequências físicas, psicológicas e sociais para as vítimas. As Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) e a gravidez indesejada são riscos imediatos que exigem intervenção médica urgente e especializada. O Ministério da Saúde do Brasil possui normas técnicas detalhadas para o atendimento a essas vítimas, visando minimizar os danos à saúde e oferecer suporte integral. É fundamental que os profissionais de saúde estejam aptos a identificar e manejar esses casos de forma humanizada e eficaz. A profilaxia pós-exposição (PEP) para HIV é uma das intervenções mais importantes, devendo ser iniciada o mais rápido possível, preferencialmente nas primeiras horas e, no máximo, até 72 horas após a exposição, para maximizar sua eficácia. A PEP consiste na administração de antirretrovirais por 28 dias. Além do HIV, a profilaxia para outras ISTs, como sífilis, gonorreia, clamídia e cancro mole, também é essencial e deve ser realizada com antibióticos específicos. A anticoncepção de emergência é outra medida crucial para prevenir a gravidez indesejada, sendo indicada para todas as mulheres em idade fértil que não utilizavam método contraceptivo eficaz no momento da violência. É importante diferenciar a PEP da PrEP (profilaxia pré-exposição), que é uma estratégia de prevenção contínua para indivíduos com alto risco de adquirir HIV, e não uma medida de emergência pós-exposição. O atendimento à vítima de violência sexual deve ser multidisciplinar, incluindo suporte psicológico e social, além da assistência médica. Para residentes, o domínio dessas normas e a capacidade de oferecer um atendimento completo e sensível são imprescindíveis.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da profilaxia pós-exposição (PEP) para HIV após violência sexual?

A PEP para HIV é crucial após violência sexual para reduzir o risco de infecção pelo vírus. Ela consiste na administração de antirretrovirais por 28 dias e deve ser iniciada o mais rapidamente possível, idealmente nas primeiras 2 horas após a exposição e, no máximo, até 72 horas, para ser eficaz.

Quando a anticoncepção de emergência deve ser prescrita em casos de violência sexual?

A anticoncepção de emergência deve ser prescrita para todas as mulheres e adolescentes em idade fértil, sem suspeita de gravidez, que tenham tido contato vaginal com sêmen (certo ou duvidoso) e que não estivessem usando um método contraceptivo de alta eficácia no momento da violência, independentemente do período do ciclo menstrual.

Quais ISTs devem ser profilaticamente tratadas após violência sexual?

As principais ISTs que devem ser profilaticamente tratadas após violência sexual incluem sífilis, gonorreia, clamídia e cancro mole. A profilaxia é realizada com antibióticos específicos, como penicilina benzatina para sífilis, ceftriaxona para gonorreia e azitromicina para clamídia e cancro mole, visando cobrir os patógenos mais comuns.

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