UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2015
Paciente, 26 anos, procura o Hospital Universitário da UFMA após ter sido vítima de violência sexual. Está em bom estado geral, sem traumas físicos aparentes. Qual a conduta inicial mais adequada?
Vítima de violência sexual → Atendimento humanizado, profilaxia DST (antibióticos), profilaxia HIV (PEP), contracepção de emergência e vacina hepatite B.
A conduta inicial em vítimas de violência sexual deve ser abrangente e humanizada, focando na saúde física e mental da paciente. Inclui a oferta de profilaxia para infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), profilaxia pós-exposição (PEP) para HIV, contracepção de emergência e imunização contra hepatite B, além da coleta de evidências forenses e suporte psicossocial.
A violência sexual é uma emergência médica e psicossocial que exige uma abordagem imediata, humanizada e multidisciplinar. O profissional de saúde tem um papel crucial não apenas no tratamento das consequências físicas, mas também no suporte emocional e na prevenção de futuras complicações. O atendimento deve ser centrado na vítima, respeitando sua autonomia e oferecendo todas as informações e opções disponíveis. A conduta inicial abrange diversos pilares. Primeiramente, o atendimento humanizado e acolhedor é fundamental para estabelecer confiança. Em seguida, a avaliação médica deve focar na identificação e tratamento de lesões físicas. A profilaxia de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) é essencial, incluindo antibióticos para clamídia, gonorreia, sífilis e, se indicado, vacinação contra hepatite B. A profilaxia pós-exposição (PEP) para HIV deve ser oferecida e iniciada o mais rápido possível, idealmente em até 72 horas. A contracepção de emergência é outra medida crucial para prevenir gravidez indesejada, podendo ser administrada até 5 dias após a relação sexual. Além das medidas médicas, a coleta de evidências forenses, se a vítima consentir, é importante para fins legais. O suporte psicossocial, com encaminhamento para acompanhamento psicológico ou psiquiátrico, é indispensável para auxiliar na recuperação do trauma.
As prioridades são o atendimento humanizado, a avaliação e tratamento de lesões físicas, a profilaxia de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e HIV, a contracepção de emergência e o suporte psicossocial, além da coleta de evidências forenses.
A PEP para HIV deve ser iniciada o mais rápido possível, idealmente nas primeiras 2 horas e no máximo em até 72 horas após a exposição. Consiste em um esquema antirretroviral por 28 dias, avaliado caso a caso.
As opções incluem pílulas anticoncepcionais de emergência (levonorgestrel ou acetato de ulipristal) ou a inserção de DIU de cobre, que pode ser eficaz até 5 dias após a relação sexual desprotegida.
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