UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2020
A atenção à violência sexual contra a mulher requer uma abordagem intersetorial, multiprofissional e interdisciplinar, com interface nas questões de direitos humanos, de segurança pública e de justiça. EM RELAÇÃO AOS ASPECTOS ÉTICOS E LEGAIS, É CORRETO AFIRMAR QUE:
Registro detalhado em prontuário é crucial no atendimento à violência sexual, garantindo integralidade e suporte legal.
O registro minucioso e objetivo em prontuário é uma ferramenta essencial no atendimento à vítima de violência sexual, pois documenta o cuidado prestado, serve como prova legal e assegura a continuidade da assistência, respeitando o sigilo.
A violência sexual contra a mulher é uma grave violação dos direitos humanos e um problema de saúde pública que exige uma resposta complexa e coordenada. O atendimento às vítimas deve ser intersetorial, multiprofissional e interdisciplinar, envolvendo saúde, segurança pública e justiça. Os profissionais de saúde desempenham um papel crucial, não apenas no cuidado clínico, mas também na garantia dos direitos e no suporte à vítima. Em relação aos aspectos éticos e legais, a assistência à saúde da pessoa que sofre violência sexual é prioritária e não pode ser recusada de forma infundada, sob pena de caracterizar omissão de socorro ou imprudência. A apresentação de documentos policiais não é pré-requisito para o atendimento, que deve ser imediato e integral. O sigilo profissional é um pilar, mas a notificação compulsória é obrigatória, visando dados epidemiológicos, sem identificar a vítima. O registro detalhado e objetivo em prontuário é uma ferramenta essencial. Ele deve conter informações sobre a violência, as circunstâncias, os achados do exame físico, as intervenções realizadas (profilaxia de ISTs, contracepção de emergência, coleta de vestígios, etc.) e os encaminhamentos. Esse registro serve como prova legal, garante a continuidade do cuidado e protege o profissional. A objeção de consciência não se aplica ao atendimento de urgência/emergência, o que inclui a violência sexual, reforçando o dever ético e legal de prestar assistência.
O registro detalhado em prontuário é fundamental para documentar o atendimento, os achados clínicos, as intervenções realizadas e as circunstâncias da violência, servindo como prova legal e garantindo a continuidade e a integralidade do cuidado à vítima.
Não. O Código de Ética Médica não permite a objeção de consciência em situações de urgência ou emergência, e o atendimento à vítima de violência sexual é considerado uma prioridade que exige assistência imediata e integral.
A vítima tem direito a atendimento humanizado, integral e prioritário, incluindo profilaxia de ISTs e gravidez, apoio psicossocial, e o direito de decidir sobre a denúncia, com o sigilo profissional sendo um pilar fundamental.
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