INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2022
Mulher de 45 anos compareceu a consulta médica em unidade de saúde da família (USF), solicitando prescrição de clonazepam (por sugestão de uma vizinha), pois não consegue dormir. É casada e refere que seu marido é uma pessoa complicada, pois não deixa ela trabalhar, reclama de tudo o que ela faz, grita com ela e a critica muito. Ela nega que ele já a tenha agredido fisicamente, mas se sente humilhada e tem medo dele.O plano de cuidado dessa paciente deve incluir
Violência psicológica é agravo de notificação compulsória e exige acolhimento e acompanhamento na USF.
A violência psicológica, mesmo sem agressão física, é uma forma grave de violência doméstica que requer notificação compulsória e um plano de cuidado integral na USF, focando no acolhimento e fortalecimento da mulher.
A violência contra a mulher, em suas diversas formas, incluindo a psicológica, é um grave problema de saúde pública com alta prevalência e impacto devastador na vida das vítimas. É fundamental que profissionais de saúde, especialmente na Atenção Primária, estejam aptos a identificar, acolher e intervir nesses casos, que muitas vezes se apresentam de forma velada. A notificação compulsória é uma ferramenta essencial para o monitoramento e a formulação de políticas públicas eficazes. A fisiopatologia da violência psicológica envolve um ciclo de abuso que mina a autoestima e a autonomia da mulher, gerando medo, ansiedade, depressão e outros transtornos mentais. O diagnóstico é clínico, baseado no relato da vítima e na observação de sinais indiretos de controle e abuso. É crucial suspeitar de violência em queixas inespecíficas como insônia, ansiedade ou dores crônicas, especialmente quando há um histórico de relacionamento abusivo. O tratamento e o plano de cuidado devem ser multiprofissionais, envolvendo a USF, serviços de saúde mental e a rede de proteção à mulher. A conduta inicial inclui o acolhimento, a notificação do agravo, a oferta de apoio psicossocial e a orientação sobre os direitos da mulher e os canais de denúncia (como o 180), sempre respeitando a autonomia da vítima. O prognóstico melhora com o suporte contínuo e a saída do ciclo de violência.
Sinais incluem humilhação, críticas constantes, gritos, controle excessivo, isolamento social e ameaças, que causam medo e diminuição da autoestima na vítima.
Acolher a vítima, garantir um ambiente seguro e sigiloso, realizar a notificação compulsória do agravo e iniciar um plano de cuidado e acompanhamento na USF, buscando fortalecer a mulher e sua rede de apoio.
Sim, qualquer forma de violência contra a mulher, incluindo a psicológica, é um agravo de notificação compulsória, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde, visando o registro e a intervenção adequada.
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