UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2024
A violência contra a criança e o adolescente não pode ser compreendida como um ato isolado, mas decorrente de uma série de fatores de riscos individuais e sociais. Em relação às situações e definições importantes a serem consideradas na abordagem da violência contra a criança e o adolescente, é correto afirmar que a:
Violência psicológica = Ação/omissão que danifica autoestima, identidade e desenvolvimento da criança/adolescente.
A violência psicológica é uma forma de abuso que, por meio de ações ou omissões, compromete o bem-estar emocional e o desenvolvimento psicossocial da criança ou adolescente, afetando sua autoestima e identidade. É uma forma de violência muitas vezes invisível, mas com consequências profundas e duradouras.
A violência contra a criança e o adolescente é um problema de saúde pública complexo e multifacetado, com graves consequências para o desenvolvimento físico, emocional e social. Não pode ser vista como um ato isolado, mas como resultado de uma interação de fatores de risco individuais, familiares e sociais. A prevalência é alta e subnotificada, tornando o reconhecimento e a intervenção cruciais para todos os profissionais de saúde. A violência psicológica, em particular, é toda ação ou omissão que coloca em risco ou causa danos à autoestima, à identidade e ao desenvolvimento da criança e do adolescente. Isso inclui humilhações, ameaças, rejeição, isolamento, terrorismo psicológico e exposição a ambientes de conflito crônico. Embora muitas vezes invisível, seus efeitos podem ser tão ou mais devastadores que os da violência física, levando a transtornos de ansiedade, depressão, dificuldades de aprendizagem e problemas de relacionamento. O diagnóstico da violência contra a criança e o adolescente é clínico e requer uma alta suspeição, especialmente em casos de lesões inexplicáveis, atrasos no desenvolvimento, mudanças de comportamento ou relatos da própria criança. É fundamental uma abordagem multidisciplinar, envolvendo médicos, psicólogos, assistentes sociais e órgãos de proteção. O tratamento e a intervenção envolvem a proteção da criança, o suporte psicossocial para a vítima e a família, e a notificação compulsória aos Conselhos Tutelares e ao Ministério Público. O prognóstico depende da gravidade e cronicidade da violência, bem como da precocidade e eficácia da intervenção. Pontos de atenção incluem a importância da escuta ativa da criança, a documentação detalhada dos achados e a colaboração intersetorial para garantir a segurança e o bem-estar da vítima.
As principais formas incluem humilhação, ridicularização, ameaças, isolamento social, rejeição, terrorismo psicológico, chantagem emocional, exposição a conflitos parentais crônicos e negligência emocional, onde as necessidades afetivas da criança são ignoradas.
A violência psicológica pode levar a problemas de autoestima, dificuldades de aprendizagem, transtornos de ansiedade e depressão, problemas de comportamento, dificuldades de relacionamento, atrasos no desenvolvimento e, em casos graves, pode comprometer a formação da identidade e a saúde mental a longo prazo.
A violência psicológica se diferencia da física por não deixar marcas visíveis no corpo, mas sim cicatrizes emocionais e psicológicas. Ambas são formas de abuso, mas a psicológica atinge a esfera emocional e mental, enquanto a física causa lesões corporais diretas.
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