HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2019
O médico da equipe Estratégia Saúde da Família (ESF) orientou um Agente Comunitário de Saúde (ACS) para contribuir na prevenção da violência contra crianças e adolescentes. O ACS deveria identificar ou levantar suspeitas de maus tratos, negligência, exploração sexual, abuso sexual, exploração do trabalho infantil e, se necessário, fazer o encaminhamento para a Unidade de Saúde (US). Sobre essa situação, o médico da ESF:
Médico ESF orienta ACS na identificação de violência infantil → ação de prevenção e responsabilidade compartilhada.
O médico da ESF tem o papel de orientar e capacitar a equipe, incluindo o ACS, na identificação de situações de violência contra crianças e adolescentes. O ACS, por sua proximidade com a comunidade, é um elo fundamental na detecção precoce e encaminhamento desses casos, atuando na prevenção e promoção da saúde.
A violência contra crianças e adolescentes é um grave problema de saúde pública, com impactos profundos no desenvolvimento físico, emocional e social. A Estratégia Saúde da Família (ESF) desempenha um papel fundamental na prevenção e no enfrentamento dessa questão, dada sua capilaridade e proximidade com as famílias e a comunidade. A identificação precoce de situações de risco é crucial para a intervenção e proteção das vítimas. A fisiopatologia da violência não é orgânica, mas social e psicológica, com consequências que se manifestam em diversas esferas da saúde. O diagnóstico de suspeita se baseia na observação de sinais físicos, comportamentais e sociais. A equipe da ESF, em sua abordagem multiprofissional, é capacitada para essa detecção. O Agente Comunitário de Saúde (ACS), em particular, por sua inserção no território, é um elo vital para levantar suspeitas e estabelecer um vínculo de confiança com as famílias. O tratamento envolve a notificação compulsória dos casos suspeitos ou confirmados aos órgãos de proteção (Conselho Tutelar, Ministério Público), o acompanhamento psicossocial da vítima e da família, e a articulação com a rede intersetorial. O prognóstico depende da rapidez e eficácia da intervenção. A orientação do médico ao ACS, como descrito na questão, é uma prática correta e essencial para fortalecer a capacidade da equipe em proteger as crianças e adolescentes da comunidade.
O ACS, por sua proximidade com as famílias, tem um papel crucial na identificação de sinais de violência, negligência ou abuso contra crianças e adolescentes, devendo encaminhar as suspeitas à Unidade de Saúde.
Sim, o médico da ESF tem a atribuição de orientar e capacitar os membros da equipe, incluindo o ACS, sobre a prevenção e identificação de situações de violência, fortalecendo a rede de proteção.
O ACS deve estar atento a maus tratos, negligência, exploração sexual, abuso sexual e exploração do trabalho infantil, que são todas formas de violência que afetam a saúde e o desenvolvimento da criança e do adolescente.
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