HSA Guarujá - Hospital Santo Amaro de Guarujá (SP) — Prova 2023
Uma criança de 3 anos chega à Unidade de Pronto Atendimento - UPA acompanhada de uma tia, com marcas evidentes pelo corpo e chorando muito. A tia diz que a mãe saiu e deixou a criança com ela, no momento recebeu a criança chorando, mas não percebeu as marcas. Depois tentou acalentar a criança sem sucesso. Buscou contato telefônico com a mãe e não conseguiu, achou melhor levá-la ao serviço de saúde. Diante do exposto, determine a assertiva que melhor descreve a suspeita e o procedimento médico quanto ao encaminhamento do caso, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente-ECA e a "Linha de Cuidado [...]", Ministério da Saúde, 2010.
Suspeita de violência física infantil → acolhimento empático, atendimento médico e notificação imediata ao Conselho Tutelar (ECA).
Diante de uma criança com marcas evidentes de lesões e história inconsistente ou suspeita, a principal hipótese é violência física. O médico tem o dever ético e legal (ECA) de acolher, avaliar a criança e notificar o Conselho Tutelar para proteção.
A violência física infantil é um grave problema de saúde pública, com consequências devastadoras para o desenvolvimento físico, emocional e social da criança. É definida como o uso da força física não acidental, resultando em lesões, dor ou dano à saúde. A identificação precoce e a intervenção adequada são cruciais para proteger a criança e interromper o ciclo de violência. A suspeita de violência física surge de achados clínicos (lesões, marcas, fraturas) e/ou de uma história inconsistente ou vaga por parte dos cuidadores. O médico deve estar atento a padrões de lesões, localização atípica, lesões em diferentes estágios de cicatrização e atraso na procura por atendimento. A avaliação deve ser empática, cuidadosa e documentada detalhadamente. A conduta médica diante da suspeita de violência física é pautada pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). É dever do profissional de saúde notificar o Conselho Tutelar e as autoridades competentes de forma ágil, garantindo a proteção da criança. Além do tratamento das lesões, é fundamental oferecer suporte psicossocial e encaminhamento para acompanhamento terapêutico, visando a recuperação integral da vítima.
Sinais incluem lesões em diferentes estágios de cicatrização, marcas em locais atípicos (costas, nádegas, genitais), fraturas em crianças pequenas, queimaduras com padrões incomuns e história inconsistente com a lesão.
O médico deve acolher a criança e o responsável, realizar exame físico detalhado, documentar as lesões, oferecer tratamento médico e, obrigatoriamente, notificar o Conselho Tutelar e as autoridades competentes, conforme o ECA.
O Conselho Tutelar é um órgão autônomo, não jurisdicional, encarregado pela sociedade de zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente. Em casos de violência, atua na proteção, encaminhamento e acompanhamento da família.
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