HSC - Hospital Samaritano Campinas (SP) — Prova 2024
Joana, 15 anos, procura sozinha a UBS de seu bairro, mesmo sem doença perceptível, para uma consulta com médica de família e comunidade. A adolescente mora com o pai, Sr Agenor de 45 anos e a mãe, D. Violeta de 30 anos. Sua mãe tem o ensino fundamental incompleto e é do lar e o Sr Agenor é analfabeto e faz “bicos” como pintor. A adolescente está frequentando a escola regularmente e sempre teve bom desempenho escolar, mas nos últimos meses relata que suas notas não estão boas como no semestre passado. Ela está inserida no jovem aprendiz, recebe seu salário e ajuda nas despesas da casa, mas desconfia que parte está “sumindo da caixa de sapato no seu armário”, onde ela costuma guardar seu dinheiro. A médica suspeitou de violência contra a adolescente. O tipo de violência mais provável é:
Adolescente com dinheiro "sumindo" e queda de notas → Suspeitar violência econômica intrafamiliar.
A violência econômica é caracterizada pela privação ou controle indevido dos recursos financeiros da vítima, impedindo sua autonomia. Em adolescentes, pode se manifestar pelo desvio de seus ganhos, impactando seu bem-estar e desempenho.
A violência econômica é uma forma de abuso que se manifesta pelo controle, privação ou desvio dos recursos financeiros de uma pessoa, impedindo sua autonomia e bem-estar. Em adolescentes, essa forma de violência é particularmente insidiosa, pois muitas vezes se confunde com "ajuda familiar" ou "responsabilidade", mas na verdade compromete o desenvolvimento e a segurança do jovem. É fundamental que profissionais de saúde na atenção primária estejam aptos a identificar esses sinais, especialmente em contextos de vulnerabilidade social. O diagnóstico da violência econômica em adolescentes requer uma abordagem sensível e confidencial. Sinais como a queda no desempenho escolar, queixas de dinheiro "sumindo", ou a percepção de que seus ganhos são controlados indevidamente por terceiros, mesmo que familiares, devem levantar a suspeita. A escuta qualificada e a criação de um ambiente seguro para o adolescente se expressar são cruciais para a detecção precoce e intervenção adequada. O manejo da violência econômica envolve a proteção do adolescente e a articulação com a rede de apoio social e jurídica. Após a identificação, é imperativo notificar as autoridades competentes (Conselho Tutelar, Ministério Público) e oferecer suporte psicossocial ao jovem e à família, quando apropriado. O objetivo é restaurar a autonomia financeira do adolescente e garantir seu desenvolvimento saudável e seguro, prevenindo danos a longo prazo.
Sinais incluem desvio de dinheiro, controle excessivo sobre os gastos, impedimento de acesso a recursos financeiros próprios e queda no desempenho escolar ou social.
É crucial estabelecer um vínculo de confiança com o adolescente, realizar escuta ativa e, se confirmada a suspeita, notificar os órgãos competentes e oferecer suporte psicossocial.
Violência econômica é a privação ou controle ativo de recursos financeiros, enquanto negligência é a falha em prover as necessidades básicas (alimentação, moradia, educação, saúde).
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo