Violência Intrafamiliar: Sinais de Alerta e Abordagem na APS

UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2020

Enunciado

Cristiane, 25 anos, traz os filhos, Davi Luiz e Miguel, 3 e 5 anos, respectivamente, ao grupo de crianças da UBS. Os dois ficam bastante quietos durante a atividade em grupo e, apesar dos convites das outras crianças, eles não fazem parte da roda de brincadeiras. Na hora da pesagem e do exame físico direcionado, Dr. Sérgio puxa conversa com os meninos, mas eles apenas sorriem timidamente e a mãe parece apressada para ir logo embora. Ao final da atividade em grupo, a Agente Comunitária de Saúde (ACS), Rosa, conversa com o médico da ESF sobre a família e conta que só consegue conversar com Cristiane quando a encontra na rua, pois o marido não deixa estranhos entrarem na casa. Rosa relata também que já ouviu dos vizinhos que ele é muito trabalhador, não deixa faltar nada em casa, mas é muito rígido com os meninos. Diz que, quando entregou o convite para o grupo, Cristiane contou para ela que Miguel algumas vezes urinava na cama e que gostaria de marcar uma consulta para ele. A partir desse relato, a conduta mais adequada do médico de família é orientar a ACS a

Alternativas

  1. A) discutir o caso com a assistente social do NASF, para planejarem uma visita, pois não houve queixa por parte de Cristiane nem indício no exame dos meninos de qualquer situação de violência.
  2. B) discutir o caso com a psicóloga do NASF, a fim de marcarem uma avaliação por conta da queixa de enurese noturna.
  3. C) agendar uma consulta para Cristiane e as crianças e planejar a abordagem ativa a possíveis situações de violência doméstica/intrafamiliar.
  4. D) agendar uma consulta com o pediatra do NASF para avaliação da queixa de enurese noturna e não insistir em visitas domiciliares para não irritar o marido de Cristiane.

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