HSL Copacabana - Hospital São Lucas Copacabana (RJ) — Prova 2020
Sobre violência contra a mulher, assinale a alternativa INCORRETA.
Violência contra a mulher: maioria dos casos ocorre no ambiente doméstico, perpetrada por parceiro/ex-parceiro.
É um equívoco comum pensar que a violência contra a mulher ocorre predominantemente em ambientes externos e por estranhos. Na realidade, a maior parte dos episódios acontece no lar, perpetrada por pessoas próximas, o que dificulta o relato e exige atenção redobrada dos profissionais de saúde.
A violência contra a mulher é um grave problema de saúde pública e social, com alta prevalência e impactos devastadores na saúde física e mental das vítimas. É fundamental que profissionais de saúde compreendam a dinâmica dessa violência, que frequentemente ocorre no ambiente doméstico, perpetrada por pessoas do círculo íntimo da mulher, e não majoritariamente em locais externos ou por desconhecidos. A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) é um marco legal importante no Brasil, definindo as formas de violência doméstica e familiar e estabelecendo mecanismos de proteção. O papel do profissional de saúde é crucial na identificação e manejo desses casos. É necessário um olhar atento para sinais de violência, que podem ser sutis, e a capacidade de perguntar ativamente sobre situações de ameaça, violência psicológica, física e sexual, em um ambiente de acolhimento e confiança. A notificação compulsória dos casos de violência doméstica e sexual é uma ferramenta essencial para o sistema de saúde e segurança pública, permitindo o registro, monitoramento e a implementação de políticas de prevenção e combate. A compreensão de que a violência doméstica é a forma mais comum de violência contra a mulher, e que o agressor é frequentemente o parceiro íntimo, é vital para desmistificar preconceitos e direcionar as ações de saúde e proteção de forma eficaz. A abordagem deve ser multidisciplinar, visando a segurança da vítima, o apoio psicossocial e o encaminhamento adequado para a rede de proteção.
Sinais incluem lesões em diferentes estágios de cicatrização, queixas vagas, atraso na busca por atendimento, isolamento social, e sinais de ansiedade ou depressão.
Sim, a notificação de casos de violência doméstica e sexual contra a mulher é compulsória para os profissionais de saúde, conforme legislação vigente.
A maioria dos casos de violência contra a mulher ocorre no ambiente doméstico, perpetrada por parceiros íntimos ou ex-parceiros, e não em ambientes externos ou por estranhos.
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