FESF-SUS - Fundação Estatal Saúde da Família (BA) — Prova 2017
As Unidades de Atenção Básica, muitas vezes, são os únicos equipamentos públicos que diversas pessoas se relacionam e precisam agir de forma abrangente e integral para servir como instrumento de integração de diversas políticas públicas, como as de educação e segurança. Em relação à atenção às mulheres em situação de violência sexual e/ou doméstica, tendo como base o Protocolo de Saúde da Mulher e a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PNAISM) do Ministério da Saúde, é correto afirmar que
Atenção à mulher vítima de violência: acolhimento integral na AB, apesar de desafios na consolidação.
A atenção à mulher em situação de violência é uma prioridade na Atenção Básica, conforme a PNAISM e protocolos. Embora existam diretrizes, a efetivação do acolhimento integral, garantia de acesso e respostas adequadas ainda enfrenta desafios significativos na prática, necessitando de constante aprimoramento e capacitação dos profissionais.
A violência contra a mulher, seja doméstica, sexual ou de outras formas, é um grave problema de saúde pública e de direitos humanos. As Unidades de Atenção Básica (UBS) são pontos estratégicos para a identificação e o manejo desses casos, atuando como porta de entrada para a rede de proteção e cuidado. A Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PNAISM) e diversos protocolos do Ministério da Saúde orientam essa atuação. O acolhimento com escuta qualificada é a primeira e mais importante estratégia, criando um ambiente de confiança para que a mulher possa expressar suas necessidades. A equipe de saúde deve estar preparada para identificar sinais de violência, oferecer apoio psicossocial, realizar a notificação compulsória (sempre respeitando a autonomia da mulher sobre a denúncia policial) e encaminhar para serviços especializados, como centros de referência e assistência jurídica. Apesar da existência de arcabouço ético-legal e documentos norteadores, a efetivação de uma atenção integral e resolutiva às mulheres em situação de violência ainda é um desafio no Brasil. A consolidação dessa rede de cuidado exige capacitação contínua dos profissionais, articulação intersetorial (saúde, assistência social, segurança, justiça) e superação de barreiras institucionais e sociais para garantir acesso, acolhimento e respostas adequadas às vítimas.
A Atenção Básica é a porta de entrada preferencial e tem um papel crucial no acolhimento, identificação, notificação, acompanhamento e encaminhamento de mulheres em situação de violência, oferecendo suporte integral e articulando a rede de proteção.
Os desafios incluem a subnotificação, a falta de capacitação adequada dos profissionais, a fragmentação da rede de apoio, o estigma social, a dificuldade de acesso a serviços especializados e a persistência de barreiras culturais e institucionais.
A notificação compulsória de casos de violência é obrigatória aos órgãos de saúde e segurança pública, mas a decisão de registrar uma ocorrência policial deve ser respeitada e apoiada pela mulher, sem imposição, garantindo sua autonomia e segurança.
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