UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2023
Idoso encontra-se em situações de risco em determinados fatores de vulnerabilidade. Na avaliação familiar, no ciclo de vida do envelhecimento, é considerado como fator de risco para a violência contra o idoso:
Histórico de agressividade do idoso com familiares → ↑ risco de violência contra o idoso.
Um histórico de agressividade do idoso pode gerar ressentimento e sobrecarga nos cuidadores ou familiares, aumentando o risco de retaliação ou negligência, configurando um fator de risco para violência. A dinâmica familiar prévia é crucial.
A violência contra o idoso é um grave problema de saúde pública, multifacetado e frequentemente subnotificado. Ela engloba qualquer ato único ou repetido, ou a falta de ação apropriada, que cause dano ou sofrimento a uma pessoa idosa, ocorrendo em qualquer relacionamento onde haja uma expectativa de confiança. A vulnerabilidade do idoso, seja física, cognitiva ou social, o torna um alvo mais suscetível a diversas formas de abuso. Na avaliação familiar, é fundamental identificar fatores de risco que podem predispor à violência. Estes incluem a sobrecarga do cuidador, dependência financeira do agressor em relação ao idoso, histórico de violência intrafamiliar, abuso de substâncias pelo agressor, isolamento social do idoso e, como destacado na questão, um histórico de agressividade do próprio idoso em suas relações familiares. Este último pode gerar um ciclo de ressentimento e retaliação. O manejo e a prevenção da violência contra o idoso exigem uma abordagem multidisciplinar, envolvendo profissionais de saúde, assistência social e segurança pública. É essencial promover a educação sobre o envelhecimento, apoiar cuidadores, fortalecer redes de apoio social e implementar políticas públicas que protejam os direitos dos idosos, garantindo sua dignidade e segurança.
Os principais tipos incluem violência física, psicológica, financeira/patrimonial, negligência, abandono e autonegligência, muitas vezes perpetradas por familiares ou cuidadores.
Dinâmicas familiares disfuncionais, histórico de conflitos, sobrecarga do cuidador, dependência financeira do agressor e uso de álcool/drogas podem aumentar significativamente o risco de violência.
Avaliar o histórico de relacionamento é crucial, pois padrões de agressividade prévia do idoso ou conflitos não resolvidos podem gerar ressentimento e aumentar a probabilidade de retaliação ou negligência por parte dos familiares.
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