PMSO - Prefeitura Municipal de Sorocaba (SP) — Prova 2020
Os atendimentos e as internações de crianças vítimas de violência exigem maior atenção dos profissionais de saúde, tanto da atenção especializada quanto da atenção básica. Em relação à violência contra a criança, assinale a alternativa incorreta: I - São sequelas frequentes da síndrome do bebê sacudido: lesões oftalmológicas, hemorragia de retina, atraso no desenvolvimento, convulsões, fraturas de costelas, lesões na coluna, lesões ou hemorragias cerebrais (hematoma subdural).; II - Devem ser observadas: lesões não compatíveis com a idade ou o desenvolvimento psicomotor da criança como fraturas em crianças menores de 18 meses.; III - Síndrome de Münchausen por procuração: é a condição em que doenças ou sintomas são forjados na criança, em geral por suas mães. É um transtorno psiquiátrico da mãe, que assume a doença indiretamente, por intermédio da criança, exacerbando, falsificando ou produzindo histórias clínicas e evidências laboratoriais, causando lesões físicas e induzindo a criança à hospitalização com procedimentos terapêuticos e diagnósticos desnecessários e potencialmente danosos para ela.; IV - Lesões em estágios diferentes de cicatrização ou cura são características de maus-tratos.; Assinale a alternativa CORRETA:
Violência infantil → suspeitar de lesões incompatíveis com idade/história, diferentes estágios de cura, fraturas em <18m.
A violência contra a criança manifesta-se de diversas formas, e os profissionais de saúde devem estar atentos a sinais como a síndrome do bebê sacudido, fraturas em crianças muito jovens sem trauma evidente, e a síndrome de Münchausen por procuração, além de lesões em diferentes fases de cicatrização, que são fortes indicadores de maus-tratos.
A violência contra a criança é um grave problema de saúde pública que exige a atenção e o preparo de todos os profissionais de saúde, tanto na atenção básica quanto na especializada. A detecção precoce e a intervenção adequada são cruciais para proteger a criança e minimizar as sequelas físicas e psicológicas a longo prazo. É fundamental que os profissionais desenvolvam um alto índice de suspeição e saibam reconhecer os sinais de alerta. Entre os indicadores de violência, destacam-se a síndrome do bebê sacudido, que resulta em lesões cerebrais graves (hematoma subdural), hemorragias retinianas e, por vezes, fraturas, sem evidência de trauma externo. Fraturas em crianças menores de 18 meses, especialmente em locais atípicos ou múltiplas fraturas em diferentes estágios de consolidação, são altamente sugestivas de maus-tratos. A síndrome de Münchausen por procuração, um transtorno psiquiátrico do cuidador (geralmente a mãe), onde sintomas são forjados ou induzidos na criança, também representa uma forma grave de abuso. O manejo da violência infantil envolve não apenas o tratamento das lesões físicas, mas também a notificação compulsória às autoridades competentes (Conselho Tutelar, Ministério Público) e o encaminhamento para acompanhamento psicossocial. A abordagem deve ser multidisciplinar, visando a segurança da criança e o apoio à família, quando possível. A capacitação contínua dos profissionais de saúde é essencial para garantir uma resposta eficaz e protetora.
Os sinais incluem hemorragia de retina, hematoma subdural, fraturas de costelas ou ossos longos, e lesões cerebrais, muitas vezes sem sinais externos de trauma, acompanhados de irritabilidade, letargia ou convulsões.
Crianças muito pequenas têm mobilidade limitada e são menos propensas a acidentes que resultem em fraturas graves. Fraturas em lactentes, especialmente em costelas, epífises ou múltiplas fraturas, devem levantar forte suspeita de abuso.
A criança é submetida a exames e procedimentos médicos desnecessários e invasivos, podendo sofrer danos físicos e psicológicos significativos, além de privação de cuidados adequados, devido à falsificação ou indução de sintomas por parte do cuidador.
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