Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2019
Um paciente de 57 anos de idade, submetido à colonoscopia com polipectomia há cinco anos, dirigiu-se ao consultório médico, assintomático. Lá, realizou nova colonoscopia, que mostrou dois pólipos que foram ressecados, um em cólon transverso, de 0,8 cm, cujo anatomopatológico apresentou adenoma tubular, e outro, de 1 cm, em cólon descendente, que apresentou adenoma viloso. Com base nesse caso hipotético, a orientação mais apropriada para o paciente é repetir a colonoscopia em
Adenoma viloso ou múltiplos adenomas → colonoscopia de seguimento em 3 anos.
O intervalo para a próxima colonoscopia de vigilância é determinado pelas características dos pólipos ressecados. A presença de um adenoma viloso (mesmo que único) ou múltiplos adenomas (≥3) ou adenomas com displasia de alto grau indica um risco aumentado, recomendando-se a repetição em 3 anos.
A polipectomia durante a colonoscopia é um procedimento fundamental na prevenção do câncer colorretal, pois remove lesões pré-malignas. No entanto, a vigilância pós-polipectomia é igualmente crucial, pois alguns pacientes têm maior risco de desenvolver novos pólipos ou câncer. O intervalo para a próxima colonoscopia de seguimento é determinado pelas características histopatológicas dos pólipos ressecados. As diretrizes atuais estratificam o risco com base no número, tamanho e histologia dos adenomas. Pólipos adenomatosos são classificados em tubulares, túbulo-vilosos e vilosos, sendo os últimos associados a um maior risco de displasia de alto grau e progressão para câncer. Adenomas vilosos, adenomas com displasia de alto grau, ou a presença de múltiplos adenomas (geralmente ≥3) são considerados achados de alto risco. Para pacientes com achados de alto risco, como a presença de um adenoma viloso (como no caso, 1 cm em cólon descendente) ou múltiplos adenomas, a recomendação é repetir a colonoscopia em 3 anos. Essa vigilância mais intensiva permite a detecção precoce de novas lesões e a intervenção oportuna, reduzindo o risco de desenvolvimento de câncer colorretal.
Os fatores incluem o número de pólipos, o tamanho, o tipo histológico (tubular, túbulo-viloso, viloso) e o grau de displasia (baixo ou alto).
Adenomas vilosos ou com componente viloso significativo são considerados de alto risco para progressão maligna, justificando um intervalo de vigilância mais curto, geralmente 3 anos.
Para 1-2 adenomas tubulares pequenos (<1 cm) com displasia de baixo grau, o intervalo de vigilância pode ser de 5 a 10 anos, dependendo das diretrizes.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo