SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2024
Durante um mês de estágio em ambulatório de doenças do aparelho digestório, um residente de cirurgia geral atendeu alguns pacientes que retornavam após a realização de colonoscopias de rastreamento e que precisavam de um planejamento terapêutico acerca da periodicidade do exame. Nas alternativas abaixo são apresentados quatro relatórios de colonoscopia (A; B; C; D). Considere que todos os exames foram de boa qualidade e que os adenomas encontrados tinham displasia de baixo grau. Em qual das seguintes situações o exame seguinte deve ser indicado em tempo mais precoce?
Adenoma viloso ou >10mm = Alto Risco → Colonoscopia em 3 anos.
O seguimento pós-polipectomia depende do número, tamanho e histologia. Adenomas vilosos ou com displasia de alto grau são considerados de alto risco, exigindo vigilância precoce.
A vigilância pós-polipectomia é um pilar da prevenção secundária do câncer colorretal. O objetivo é identificar e remover lesões sincrônicas ou metacrônicas antes da progressão maligna. As diretrizes atuais estratificam os pacientes em baixo e alto risco com base nos achados da colonoscopia índice. Pacientes com adenomas vilosos, displasia de alto grau ou lesões grandes (>10mm) têm o maior risco de recorrência de lesões avançadas. A qualidade do exame, incluindo o preparo intestinal e o tempo de retirada do aparelho, é crucial para a validade dessas recomendações de intervalo.
Pólipos adenomatosos são considerados de alto risco quando apresentam tamanho maior ou igual a 10 mm, componente viloso na histologia (como o adenoma viloso ou tubuloviloso) ou displasia de alto grau. Além disso, a presença de 3 ou mais adenomas tubulares pequenos também encurta o intervalo de vigilância. Esses pacientes possuem um risco aumentado de desenvolver câncer colorretal metacrônico e, portanto, necessitam de um acompanhamento colonoscópico mais rigoroso, geralmente em 3 anos, dependendo da qualidade do preparo e da ressecção completa.
Pólipos hiperplásicos localizados no reto ou cólon sigmoide, desde que menores que 10 mm, são considerados lesões benignas sem potencial de malignização significativo. De acordo com as diretrizes da USMSTF e da SOBED, esses achados não alteram o intervalo de rastreamento padrão para a população geral. Se a colonoscopia foi de boa qualidade e apenas esses pólipos foram encontrados, o paciente pode retornar para rastreamento em 10 anos, tratando o exame como uma colonoscopia normal.
Os adenomas serrilhados sésseis (SSA/P) são precursores do câncer colorretal via via serrilhada. O intervalo de seguimento depende do tamanho e da presença de displasia. SSAs menores que 10 mm sem displasia geralmente requerem controle em 5 a 10 anos (dependendo do número), enquanto SSAs ≥ 10 mm ou com displasia são tratados como lesões de alto risco, exigindo controle em 3 anos. É fundamental a ressecção completa dessas lesões, que muitas vezes são planas e de difícil visualização.
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