INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2022
Mulher de 60 anos, assintomática, realizou colonoscopia para rastreio de câncer colorretal. No exame foram encontrados: 2 pólipos em cólon transverso, cada um medindo 0,5 × 0,5 cm; 1 pólipo em cólon descendente, de 2,0 × 1,5 cm; 2 pólipos em cólon ascendente, de 0,5 × 0,5 cm; e 2 pólipos de 1 × 1 cm no reto. Todos eram pediculados e foram removidos completamente durante o exame. O exame histopatológico revelou que se tratava de pólipos adenomatosos tubulares, exceto o pólipo de cólon transverso, diagnosticado como adenoma tubuloviloso.Nesse caso, qual é a melhor conduta para essa paciente?
Múltiplos adenomas, adenoma >1cm ou com histologia viloso/tubuloviloso → colonoscopia de vigilância em 3 anos.
A vigilância pós-polipectomia depende do número, tamanho e histologia dos pólipos. A presença de múltiplos adenomas (≥3), um adenoma ≥1 cm, ou qualquer adenoma com componente viloso ou displasia de alto grau, classifica o paciente como de alto risco, exigindo uma colonoscopia de controle em 3 anos.
O rastreio do câncer colorretal é fundamental para a detecção precoce e prevenção, sendo a colonoscopia o método mais eficaz. A remoção de pólipos adenomatosos (polipectomia) é crucial, pois estes são lesões pré-malignas que podem evoluir para adenocarcinoma. Após a polipectomia, a vigilância é necessária para detectar novos pólipos ou a recorrência dos já removidos. O intervalo da colonoscopia de vigilância é determinado por critérios de risco baseados nas características dos pólipos encontrados. Pacientes são classificados em baixo, intermediário ou alto risco. Fatores que elevam o risco incluem a presença de múltiplos adenomas (geralmente 3 ou mais), adenomas grandes (≥1 cm), ou adenomas com histologia avançada (componente viloso, como tubuloviloso ou viloso, ou displasia de alto grau). No caso apresentado, a paciente possui 7 pólipos adenomatosos, sendo um deles >1 cm e outro com histologia tubulovilosa. Esses achados a classificam no grupo de alto risco, indicando a necessidade de repetir a colonoscopia em 3 anos, conforme as diretrizes atuais de sociedades como a ASGE (American Society for Gastrointestinal Endoscopy). A adesão a essas diretrizes é vital para a prevenção secundária do câncer colorretal.
Os fatores incluem o número de pólipos removidos, seu tamanho, histologia (tubular, tubuloviloso, viloso) e presença de displasia de alto grau.
Um adenoma é de alto risco se for ≥1 cm, tiver componente viloso (tubuloviloso ou viloso), ou apresentar displasia de alto grau. Múltiplos adenomas (≥3) também indicam alto risco.
Adenomas tubulovilosos e vilosos têm um risco maior de progressão para câncer colorretal em comparação com adenomas tubulares puros, justificando um intervalo de vigilância mais curto.
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