FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2022
Os últimos casos de Poliomielite no Brasil ocorreram em 1989. Em 1994, o Brasil, juntamente com os demais países das Américas, recebeu da Organização Panamericana de Saúde (OPAS), a Certificação de área livre de circulação do Poliovírus Selvagem do seu território. No cenário global da poliomielite, dados da Organização Mundial de Saúde (OMS,2021)demostram quase 2 países (Afeganistão e Paquistão) permanecem endêmicos com circulação do polivírus selvagem.(Nota Informativa n°204/2019-SVS/ministério da Saúde, 2121). Para manter esta condição, de área livre de circulação de poliovírus selvagem no Brasil, as medidas recomendadas pela Secretaria da Vigilância de Saúde do Ministério da Saúde são:
Manter Brasil livre de pólio = vigilância ativa de PFA em <15 anos com notificação e coleta de fezes.
A vigilância da Paralisia Flácida Aguda (PFA) em menores de 15 anos é a principal estratégia para detectar precocemente qualquer circulação de poliovírus selvagem, garantindo a manutenção do status de país livre da doença.
A poliomielite é uma doença infecciosa grave causada pelo poliovírus, que pode levar à paralisia flácida irreversível. O Brasil, certificado como área livre de poliovírus selvagem desde 1994, mantém um rigoroso sistema de vigilância para prevenir a reintrodução e circulação do vírus, um conhecimento fundamental para profissionais de saúde. Para manter o status de área livre, a principal medida recomendada pela Secretaria de Vigilância em Saúde é a vigilância ativa da Paralisia Flácida Aguda (PFA). Todo caso de PFA em menores de quinze anos de idade, independentemente da hipótese diagnóstica, deve ser notificado e investigado imediatamente, incluindo a coleta de duas amostras de fezes até 14 dias do início do déficit motor. Essa vigilância abrangente permite a detecção precoce de qualquer circulação viral, seja poliovírus selvagem ou derivado da vacina, possibilitando respostas rápidas de saúde pública. Além disso, a manutenção de altas coberturas vacinais com a vacina inativada (VIP) e oral (VOP) é essencial para garantir a imunidade populacional e proteger contra a reintrodução do vírus.
A PFA é o principal indicador porque a poliomielite se manifesta clinicamente como uma paralisia flácida, e a vigilância de todos os casos de PFA permite a detecção de qualquer poliovírus circulante, independentemente da causa.
A coleta de duas amostras de fezes, com intervalo de 24-48 horas, até 14 dias do início do déficit motor, é crucial para o isolamento e identificação do poliovírus, confirmando ou descartando a poliomielite.
Os principais desafios incluem a manutenção de altas coberturas vacinais, a vigilância ativa em áreas de difícil acesso e conflito, e a gestão dos riscos associados aos poliovírus derivados da vacina oral.
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