HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2023
O Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde de janeiro de 2020 informava que no período de início de julho/2019 a janeiro de 2020, haviam sido notificados 1.087 eventos envolvendo a morte de macacos com suspeita de febre amarela, das quais 38 epizootias haviam sido confirmadas por critério laboratorial, 300 descartadas, 361 permaneciam em investigação e 388 haviam sido classificadas como indeterminadas, por não disponibilidade de amostra para diagnóstico. Assinale a alternativa correta sobre a febre amarela.
Vigilância de epizootias em PNH → sistema de alerta precoce para febre amarela humana.
A detecção precoce de mortes ou adoecimento em primatas não humanos (PNH) por febre amarela é um indicador crucial da circulação viral em áreas silvestres, permitindo a implementação de medidas preventivas, como a vacinação, antes da ocorrência de casos em humanos.
A febre amarela é uma doença viral aguda, febril e hemorrágica, transmitida por mosquitos, com um ciclo silvestre envolvendo primatas não humanos (PNH) e mosquitos silvestres. No Brasil, a doença tem um padrão endêmico e epidêmico, com surtos periódicos que reforçam a necessidade de vigilância constante. A compreensão da epidemiologia e dos ciclos de transmissão é fundamental para a saúde pública. A vigilância de epizootias em PNH é uma ferramenta essencial na estratégia de controle da febre amarela. A detecção de adoecimento ou morte de macacos por febre amarela serve como um indicador sentinela da circulação viral, permitindo que as autoridades de saúde pública implementem medidas preventivas, como a intensificação da vacinação e o controle vetorial, em áreas de risco antes que a doença atinja a população humana. A prevenção da febre amarela é baseada principalmente na vacinação, que é segura e altamente eficaz. Além disso, a educação da população sobre os riscos e a importância da notificação de PNH doentes ou mortos são cruciais. O manejo de surtos envolve ações coordenadas de vigilância epidemiológica, laboratorial, entomológica e ambiental para conter a disseminação da doença.
A vigilância de epizootias em primatas não humanos (PNH) é crucial para identificar precocemente a circulação do vírus da febre amarela em áreas silvestres, servindo como um sistema de alerta para o risco de transmissão para humanos.
A morte de macacos (epizootias) por febre amarela indica que o vírus está ativo na região, aumentando o risco de mosquitos vetores infectarem humanos. É um sinal de alerta epidemiológico.
Sim, a vacina contra a febre amarela faz parte do Calendário Nacional de Vacinação, sendo recomendada para residentes e viajantes em áreas de risco, e não foi excluída por falta de insumos.
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