MedEvo Simulado — Prova 2026
Durante uma atividade de rotina em uma área de transição entre mata e zona urbana, um Agente de Combate às Endemias identifica a carcaça de um primata não humano (macaco do gênero Alouatta) sem sinais evidentes de trauma. O município em questão não registrava casos humanos de febre amarela há décadas, mas mantém vigilância ativa para epizootias. Diante desse achado, a equipe de Vigilância em Saúde local deve adotar medidas imediatas. Com base nos protocolos de vigilância de zoonoses e manejo territorial, assinale a alternativa que descreve corretamente a importância desse evento e a conduta preconizada:
Morte de primata (Alouatta) = Evento sentinela → Notificação imediata + Bloqueio vacinal.
A morte de primatas não humanos (PNH) funciona como um sistema de alerta precoce (sentinela), indicando a circulação do vírus da febre amarela antes que casos humanos ocorram.
A vigilância de epizootias é um pilar fundamental da saúde única (One Health), integrando a saúde animal e humana. No Brasil, o monitoramento de primatas não humanos é a estratégia principal para prever surtos de febre amarela silvestre. O gênero Alouatta é particularmente sensível, apresentando alta letalidade, o que facilita a detecção visual de carcaças. Historicamente, a febre amarela silvestre apresenta ciclos de expansão. A identificação de um animal morto em área de transição exige resposta rápida da Vigilância em Saúde para evitar o 'transbordamento' (spillover) para o ciclo urbano, onde o Aedes aegypti poderia atuar como vetor. A vacinação oportuna é a única medida eficaz para interromper a cadeia de transmissão humana.
Os primatas não humanos, especialmente os do gênero Alouatta (bugios), são altamente suscetíveis ao vírus da febre amarela. Quando infectados pelos mosquitos Haemagogus ou Sabethes, eles adoecem e morrem rapidamente. Como vivem no mesmo ambiente onde o ciclo silvestre ocorre, sua morte serve como um aviso biológico de que o vírus está circulando naquela área, permitindo intervenções antes que humanos sejam picados.
A conduta deve ser a notificação compulsória imediata (em até 24 horas) às autoridades de saúde. Paralelamente, deve-se realizar a coleta de amostras do animal para diagnóstico laboratorial e iniciar ações de bloqueio vacinal na população humana residente ou que transita na área afetada, independentemente da confirmação laboratorial imediata, visando prevenir a urbanização do ciclo.
Não. A febre amarela não é transmitida pelo contato direto com o primata, suas secreções ou carcaça. A transmissão ocorre exclusivamente pela picada de mosquitos infectados. O macaco é um hospedeiro amplificador no ciclo silvestre. O maior risco para o humano é frequentar áreas de mata onde os mosquitos vetores estão presentes e infectados.
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