Vigilância de Febre Amarela: Epizootias e Ações de Bloqueio

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Durante uma atividade de campo em uma Unidade de Conservação situada em região de transição entre áreas rurais e urbanas, uma equipe de vigilância ambiental identifica a carcaça de um primata não humano (PNH) do gênero Alouatta (bugio) em estado de decomposição recente. Simultaneamente, o serviço de epidemiologia local recebe a notificação de um homem de 42 anos, morador da zona limítrofe ao parque, que apresenta quadro de febre súbita, calafrios, cefaleia intensa e mialgia há quatro dias. O paciente evoluiu hoje com icterícia cutâneo-mucosa, dor epigástrica e um episódio de hematêmese. Ao exame físico, apresenta sinal de Faget positivo (dissociação pulso-temperatura). O histórico vacinal do paciente é desconhecido e ele nega viagens recentes para áreas endêmicas tradicionais. Diante desse cenário de suspeita de Febre Amarela e considerando as diretrizes de Vigilância em Saúde e Manejo Territorial, assinale a alternativa correta sobre as ações a serem desencadeadas.

Alternativas

  1. A) A confirmação da circulação viral no território depende obrigatoriamente do isolamento do vírus a partir das amostras de tecido do primata encontrado, sendo recomendado aguardar o laudo histopatológico e de imuno-histoquímica para iniciar a vacinação seletiva da população sob risco.
  2. B) As ações de controle vetorial devem focar prioritariamente na nebulização espacial (fumacê) para eliminação de fêmeas adultas do Aedes aegypti em toda a extensão da Unidade de Conservação, uma vez que este é o principal vetor responsável pela manutenção do ciclo silvático da doença.
  3. C) A ocorrência de epizootia em PNH é considerada um evento sentinela, exigindo notificação compulsória imediata e investigação em até 24 horas, o que deve disparar ações de bloqueio vacinal e busca ativa de sintomáticos no território, independentemente da confirmação laboratorial do caso humano.
  4. D) O manejo territorial preconiza que, devido ao risco de expansão do surto, todos os primatas não humanos remanescentes na Unidade de Conservação sejam capturados e submetidos à eutanásia profilática, visando interromper a cadeia de transmissão e proteger a população humana adjacente.

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