SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2026
A Tuberculose (TB) é uma doença transmissível pelo ar, principalmente através de gotículas expelidas pela tosse, fala ou espirro de um paciente bacilífero. A vigilância epidemiológica em pessoas com tosse prolongada é uma estratégia fundamental na Atenção Primária à Saúde. Sobre a importância da vigilância epidemiológica de indivíduos com tosse prolongada na comunidade, assinale a alternativa correta:
1 paciente bacilífero sem tratamento → infecta 10 a 15 pessoas por ano.
A busca ativa de sintomáticos respiratórios (tosse por ≥ 3 semanas) é a principal estratégia para interromper a cadeia de transmissão da TB, visto que um único indivíduo não tratado infecta dezenas de contatos anualmente.
A Tuberculose permanece como um dos maiores desafios de saúde pública global. A estratégia 'End TB' da OMS foca na detecção precoce e no tratamento universal. A vigilância epidemiológica na Atenção Primária à Saúde (APS) utiliza a busca ativa de sintomáticos respiratórios para identificar precocemente os transmissores. O diagnóstico baseia-se no Teste Rápido Molecular (TRM-TB), baciloscopia e cultura, além da radiografia de tórax. O tratamento no Brasil é padronizado com o esquema RIPE (Rifampicina, Isoniazida, Pirazinamida e Etambutol) por 6 meses, sendo o Tratamento Diretamente Observado (TDO) a ferramenta preferencial para garantir a adesão e evitar a multirresistência bacteriana.
A transmissão é aerogênica, ocorrendo pela inalação de aerossóis contendo o Mycobacterium tuberculosis, expelidos por pacientes com TB pulmonar ou laríngea ao tossir, falar ou espirrar. Partículas menores (núcleos de Wells) permanecem em suspensão no ar por horas, facilitando a infecção de contatos em ambientes fechados e pouco ventilados.
Na população geral, é o indivíduo com tosse por três semanas ou mais. Em populações de maior risco (pessoas em situação de rua, privados de liberdade, indígenas ou contatos de casos de TB), qualquer tempo de tosse ou mesmo a presença de outros sintomas deve motivar a investigação diagnóstica.
Estima-se que um indivíduo bacilífero (com baciloscopia de escarro positiva) que não recebe tratamento adequado possa infectar, em média, de 10 a 15 pessoas em sua comunidade ao longo de um ano. Isso reforça a necessidade da busca ativa e do tratamento imediato para quebrar o ciclo epidemiológico da doença.
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