Sarampo: Vigilância Epidemiológica e Notificação no Brasil

UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2019

Enunciado

Sobre a vigilância epidemiológica do sarampo no Brasil, de acordo com o volume 1 do Guia de Vigilância em Saúde (Ministério da Saúde, 2017):

Alternativas

  1. A) Todo paciente que apresentar febre e exantema maculopapular, acompanhamento de linfadenopatia retroauricular, occipital e/ou cervical, independentemente da idade e da situação vacinal, constitui caso suspeito de sarampo.
  2. B) Todo caso suspeito de sarampo, considerando-se a alta infectividade e contagiosidade da doença, deve ser comunicado aos gestores de saúde até sete dias após o atendimento do paciente, pois é doença de notificação compulsória semanal.
  3. C) O caso suspeito cujo exame laboratorial teve como resultado "reagente" ou "soropositivo para lgG" e a análise clínica epidemiológica indicativa de confirmação de sarampo constitui caso confirmado de sarampo.
  4. D) A notificação deve ser registrada no Sistema de Informação de Agravos de Notificação, utilizando-se a ficha de investigação de Doenças Exantemáticas Febris Sarampo/Rubéola.

Pérola Clínica

Sarampo é doença de notificação compulsória imediata e registrada no SINAN com ficha específica de Doenças Exantemáticas Febris.

Resumo-Chave

A vigilância epidemiológica do sarampo é crucial para o controle da doença. A notificação de casos suspeitos é compulsória e deve ser feita no SINAN, utilizando a ficha de investigação de Doenças Exantemáticas Febris, que abrange sarampo e rubéola, facilitando a diferenciação e o monitoramento.

Contexto Educacional

A vigilância epidemiológica do sarampo é uma prioridade de saúde pública no Brasil, visando à eliminação da doença. O sarampo é uma doença infecciosa aguda, altamente contagiosa, causada por um vírus do gênero Morbillivirus, da família Paramyxoviridae. Sua importância reside na alta transmissibilidade e no risco de complicações graves, especialmente em crianças pequenas e imunocomprometidos. A notificação compulsória é um pilar fundamental para o monitoramento e controle de surtos. De acordo com o Guia de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, a definição de caso suspeito de sarampo inclui febre e exantema maculopapular, acompanhados de tosse, coriza ou conjuntivite. A notificação deve ser imediata, em até 24 horas, e registrada no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), utilizando a ficha de investigação de Doenças Exantemáticas Febris Sarampo/Rubéola. Essa ficha permite a coleta de dados detalhados para a investigação epidemiológica e laboratorial, que são cruciais para a confirmação ou descarte do caso. Para residentes, é essencial conhecer os protocolos de vigilância do sarampo, desde a identificação do caso suspeito até a notificação e investigação. A rápida atuação na vigilância é vital para a implementação de medidas de controle, como o bloqueio vacinal, e para evitar a disseminação da doença. A compreensão das nuances da notificação e do uso correto dos sistemas de informação é um conhecimento prático indispensável na Atenção Primária e em serviços de emergência.

Perguntas Frequentes

Qual a definição de caso suspeito de sarampo no Brasil?

Um caso suspeito de sarampo é qualquer indivíduo que apresente febre e exantema maculopapular, acompanhados de um ou mais dos seguintes sintomas: tosse, coriza ou conjuntivite, independentemente da idade e situação vacinal.

Qual o prazo para a notificação de um caso suspeito de sarampo?

A notificação de um caso suspeito de sarampo é compulsória e deve ser feita de forma imediata às autoridades de saúde, ou seja, em até 24 horas após a suspeita, devido à alta infectividade e potencial de surtos.

Por que a ficha de investigação de Doenças Exantemáticas Febris inclui sarampo e rubéola?

A ficha de investigação conjunta é utilizada porque o quadro clínico inicial de sarampo e rubéola pode ser muito semelhante, dificultando a diferenciação apenas por sintomas. A investigação epidemiológica e laboratorial é essencial para confirmar o diagnóstico e direcionar as ações de controle.

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