Poliomielite: Vigilância da PFA e Prevenção no Brasil

CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2023

Enunciado

A Vigilância Epidemiológica das Paralisias Flácidas Agudas é de fundamental importância para a detecção da circulação de pólio vírus na população brasileira. Recentemente, no Pará, houve uma notificação de caso de PFA associada à vacinação pela VOP, 48 horas antes. Em relação às medidas de prevenção da poliomielite na população brasileira, pode-se afirmar:

Alternativas

  1. A) Notificação imediata de casos de Paralisia Flácida Aguda em menores de 15 anos e investigação em até 48 horas, além da notificação negativa semanal.
  2. B) Vacinação com a VIP (Vacina inativada) ao nascimento e duas doses de reforço com a VOP (Vacina oral atenuada), para prevenção da pólio vacinal.
  3. C) Vacinação com a VIP (Vacina Inativada) aos 2, 4 e 6 meses, sem necessidade da VOP (Vacina oral atenuada), para prevenção de pólio vacinal.
  4. D) Notificação imediata de casos de Paralisia Flácida aguda de qualquer faixa etária com história de viagem a países com circulação de poliovírus nos últimos 30 dias e coleta oportuna de duas amostras de fezes (até 60 dias após o início dos sintomas), para identificação viral.

Pérola Clínica

Vigilância PFA: notificação imediata <15 anos, investigação <48h, notificação negativa semanal.

Resumo-Chave

A vigilância da Paralisia Flácida Aguda (PFA) é um pilar fundamental para a erradicação da poliomielite. No Brasil, a notificação de PFA em menores de 15 anos é compulsória e imediata, com investigação em até 48 horas. A notificação negativa semanal é essencial para garantir a sensibilidade do sistema. O esquema vacinal atual no Brasil inclui VIP (inativada) nas primeiras doses e VOP (oral atenuada) nos reforços, mas a questão foca na vigilância.

Contexto Educacional

A erradicação da poliomielite é uma prioridade global de saúde pública, e a vigilância epidemiológica das Paralisias Flácidas Agudas (PFA) é a principal estratégia para detectar a circulação do poliovírus. No Brasil, a PFA é uma doença de notificação compulsória imediata, e todo caso em menores de 15 anos deve ser notificado e investigado em até 48 horas após o conhecimento, com coleta de amostras de fezes para isolamento viral. A notificação negativa semanal é um indicador de sensibilidade do sistema de vigilância, assegurando que a ausência de casos seja ativamente monitorada. A poliomielite pode ser causada por poliovírus selvagem ou por poliovírus derivado da vacina (VDPV), especialmente após o uso da Vacina Oral Poliomielite (VOP), que contém vírus atenuados. A PFA associada à vacina (VAPP) é um evento raro, mas que exige investigação. O esquema vacinal brasileiro combina a Vacina Inativada Poliomielite (VIP) nas primeiras doses (2, 4 e 6 meses) para reduzir o risco de VAPP, e a VOP nos reforços (15 meses e 4 anos) para manter a imunidade de rebanho e a eliminação do vírus no intestino. A manutenção de altas coberturas vacinais e uma vigilância ativa e sensível da PFA são essenciais para sustentar o status de país livre de poliomielite e responder rapidamente a qualquer reintrodução ou circulação de poliovírus, protegendo a população brasileira contra essa doença incapacitante.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da vigilância da Paralisia Flácida Aguda (PFA)?

A vigilância da PFA é crucial para a detecção precoce de casos de poliomielite (por poliovírus selvagem ou derivado da vacina), permitindo a rápida investigação e implementação de medidas de controle para evitar a disseminação do vírus.

Qual o esquema vacinal atual para poliomielite no Brasil?

O esquema vacinal atual no Brasil inclui três doses da Vacina Inativada Poliomielite (VIP) aos 2, 4 e 6 meses de idade, seguidas por dois reforços com a Vacina Oral Poliomielite (VOP) aos 15 meses e aos 4 anos.

O que é a notificação negativa semanal na vigilância da PFA?

A notificação negativa semanal é um procedimento em que as unidades de saúde informam à vigilância epidemiológica que não houve casos de PFA notificados na semana, garantindo que a ausência de casos seja confirmada e não apenas uma falha na notificação.

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