CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2024
Uma grande crise humanitária abateu-se sobre a terra indígena Yanomami, habitantes do norte do país, em áreas de reservas. Dados de 2022 mostraram cerca de 70% dos 30 mil indígenas contraiu malária, sendo que mais da metade deles causada por P. falciparum. Pesquisadores de todo o Brasil participaram de missões humanitárias e de saúde, incluindo muitos pesquisadores da região Norte, mas, alguns da região extra-amazônica também. Um desses pesquisadores, vindos de São Paulo, SP, apresentou febre e calafrios após dez dias depois de ter retornado a São Paulo. Em relação à vigilância epidemiológica da malária, assinale a afirmativa correta:
Malária: caso suspeito em área não endêmica (ex: SP) → notificação imediata (24h) no SINAN, local de ocorrência dos sintomas.
A malária é uma doença de notificação compulsória imediata. Em áreas não endêmicas, como São Paulo, a notificação deve ser feita no SINAN no local de ocorrência dos sintomas, mesmo que a infecção tenha sido adquirida em área endêmica, para permitir ações de controle rápidas e evitar a introdução da doença.
A malária é uma doença infecciosa febril aguda, causada por protozoários do gênero Plasmodium, transmitida pela picada da fêmea do mosquito Anopheles. No Brasil, a região amazônica concentra a maior parte dos casos, mas a doença é de notificação compulsória em todo o território nacional devido ao risco de reintrodução em áreas não endêmicas. A vigilância epidemiológica da malária é fundamental para o controle e eliminação da doença. A notificação de casos suspeitos de malária é imediata, ou seja, deve ser realizada em até 24 horas a partir da suspeita clínica. Esta agilidade é crucial para desencadear as ações de investigação e controle, especialmente quando se trata de casos importados para áreas sem transmissão autóctone. A notificação deve ser feita no local de ocorrência dos sintomas, utilizando o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), que é o sistema oficial para doenças de notificação compulsória. A confirmação diagnóstica da malária é feita principalmente pela gota espessa, um exame microscópico simples e eficaz. No entanto, a notificação não deve aguardar este resultado, pois o tempo é um fator crítico para a saúde pública. Em áreas endêmicas, o Sistema de Vigilância Epidemiológica da Malária (SIVEP-Malária) é o principal instrumento, mas para casos importados em áreas não endêmicas, o SINAN é o sistema prioritário para a notificação inicial, garantindo que as ações de bloqueio e investigação sejam iniciadas prontamente.
A notificação imediata é crucial para permitir que as autoridades de saúde pública implementem rapidamente medidas de controle, como investigação epidemiológica e bloqueio de transmissão, especialmente em áreas não endêmicas, prevenindo surtos e a reintrodução da doença.
Em áreas não endêmicas, como São Paulo, a notificação de um caso suspeito de malária deve ser feita no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) no local de ocorrência dos sintomas, garantindo a agilidade da resposta local.
Não, a notificação deve ser feita para o caso suspeito, em até 24 horas, independentemente da confirmação laboratorial. A confirmação posterior apenas complementa a informação, mas não deve atrasar a notificação inicial.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo