HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2020
Ao diagnosticar um paciente com hanseníase, assinale a alternativa que contempla medidas de vigilância epidemiológica para este caso.
Hanseníase: BCG para comunicantes próximos é medida de vigilância epidemiológica.
A hanseníase é uma doença de notificação compulsória que requer vigilância epidemiológica ativa. Uma das medidas mais importantes é a administração da vacina BCG aos comunicantes próximos do paciente, pois ela confere proteção parcial contra a doença.
A hanseníase, causada pelo Mycobacterium leprae, é uma doença crônica infectocontagiosa que afeta principalmente a pele e os nervos periféricos. No Brasil, ainda representa um importante problema de saúde pública, sendo uma doença de notificação compulsória. A vigilância epidemiológica é fundamental para o controle e a eliminação da doença. As medidas de vigilância epidemiológica para a hanseníase incluem a detecção precoce de casos, o tratamento politerápico supervisionado e, crucialmente, o exame e a proteção dos comunicantes. A vacina BCG, que confere proteção parcial contra a hanseníase, é recomendada para contatos intradomiciliares e próximos que não foram vacinados ou que receberam apenas uma dose. Essa estratégia visa interromper a cadeia de transmissão e prevenir novos casos. É importante ressaltar que o isolamento do paciente não é uma medida de controle da hanseníase, pois o tratamento politerápico eficaz torna o paciente não infeccioso rapidamente. O manejo das reações hansênicas, como o eritema nodoso hansênico, pode envolver medicamentos como a talidomida, mas esta não é usada para prevenção. O conhecimento dessas diretrizes é essencial para a atuação do residente em saúde pública e infectologia.
As principais medidas incluem a notificação compulsória do caso, o exame dos comunicantes (contatos próximos) e a administração da vacina BCG aos comunicantes que não apresentem cicatriz de BCG ou que tenham recebido apenas uma dose, para conferir proteção parcial.
A vacina BCG, embora primariamente para tuberculose, confere proteção parcial contra a hanseníase. Sua administração aos comunicantes próximos visa reduzir o risco de desenvolvimento da doença naqueles que foram expostos ao bacilo Mycobacterium leprae.
Não, o isolamento do paciente com hanseníase não é necessário. Após o início da politerapia, o paciente deixa de ser fonte de infecção em poucos dias, e a transmissão é interrompida. O foco é no tratamento e na vigilância dos contatos.
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