Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2021
Assinale a alternativa correta sobre epizootia em primatas não humanos e febre amarela.
Morte de primatas não humanos por febre amarela → notificação cidadã é crucial para vigilância epidemiológica.
A vigilância da febre amarela em áreas silvestres e de transição é fortemente baseada na detecção de epizootias em primatas não humanos. A notificação rápida da morte de macacos, por qualquer cidadão ou instituição, é vital para acionar as equipes de saúde e implementar medidas de controle.
A febre amarela é uma doença infecciosa grave, de etiologia viral, transmitida por mosquitos, com um ciclo silvestre que envolve primatas não humanos como hospedeiros e mosquitos silvestres (Haemagogus e Sabethes) como vetores. A vigilância epidemiológica da febre amarela no Brasil é complexa e multifacetada, sendo a detecção de epizootias em primatas não humanos um dos pilares mais importantes para monitorar a circulação viral e prever o risco de transmissão para humanos. A notificação da morte ou adoecimento de macacos é um componente crucial da vigilância passiva, permitindo que as equipes de saúde investiguem a causa e, se confirmada a febre amarela, implementem medidas de controle e prevenção, como a vacinação de populações em risco e o controle vetorial. A participação da comunidade é incentivada, pois a detecção precoce é fundamental para evitar a propagação da doença. O material de eleição para diagnóstico em primatas é o fígado, e a vigilância entomológica é complementar e essencial. A compreensão da dinâmica da febre amarela, especialmente a interação entre o vírus, os vetores e os primatas, é fundamental para profissionais de saúde pública. A capacidade de identificar os sinais de alerta de uma epizootia e de mobilizar a resposta adequada é vital para a proteção da saúde humana e animal, especialmente em áreas de fronteira entre ambientes silvestres e urbanos.
A morte de macacos (primatas não humanos) serve como um sentinela epidemiológico, indicando a circulação do vírus da febre amarela em uma determinada área, muitas vezes antes que casos humanos ocorram.
Qualquer cidadão ou instituição pode e deve notificar a morte ou adoecimento de macacos às autoridades de saúde, como secretarias municipais ou estaduais de saúde, ou ao serviço de vigilância epidemiológica.
O material de eleição para diagnóstico de febre amarela em primatas não humanos é o fígado, seguido de baço, rins e cérebro, para detecção do vírus ou de antígenos virais.
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