PSU-ES - Processo Seletivo Unificado do Espírito Santo — Prova 2025
A respeito da Vigilância Epidemiológica da esquistossomose, considere as afirmativas a seguir e assinale V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.(__) Área endêmica: corresponde a um conjunto de localidades contínuas ou contíguas em que a transmissão da esquistossomose está estabelecida. (__) Área de foco: é a área onde a doença obedece a um padrão epidemiológico decorrente da combinação de características ambientais relacionadas ao agente etiológico e aos hospedeiros (intermediário e definitivo). (__) Área indene: é aquela em que não há registro de transmissão da esquistossomose. (__) Área vulnerável: é aquela originalmente indene, com a presença (natural ou introduzida) do hospedeiro intermediário, nas quais as modificações ambientais, que possibilitam o assentamento de populações humanas infectadas, tornam provável o estabelecimento da transmissão.Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA de respostas.
Definições de áreas epidemiológicas para esquistossomose: Endêmica (transmissão estabelecida), Indene (sem registro), Vulnerável (indene com risco de transmissão).
A vigilância epidemiológica da esquistossomose utiliza classificações de áreas para direcionar ações de controle. É crucial diferenciar área endêmica (transmissão ativa) de área indene (sem transmissão) e área vulnerável (risco de estabelecimento da transmissão), bem como entender que "área de foco" não é uma definição padrão nesse contexto.
A esquistossomose mansônica, causada pelo Schistosoma mansoni, é uma parasitose de grande relevância em saúde pública no Brasil. A vigilância epidemiológica é fundamental para o controle da doença, baseando-se na classificação de áreas para direcionar as ações. Compreender os conceitos de área endêmica, indene e vulnerável é crucial para o planejamento e execução de estratégias de prevenção e controle. A área endêmica é caracterizada pela transmissão estabelecida da doença, enquanto a área indene não possui registro de transmissão. A área vulnerável, por sua vez, é originalmente indene, mas apresenta condições ambientais e a presença do hospedeiro intermediário (Biomphalaria) que, somadas à chegada de populações infectadas, tornam provável o estabelecimento da transmissão. A correta identificação dessas áreas permite a aplicação de medidas como tratamento em massa, controle de moluscos e educação em saúde. O manejo da esquistossomose envolve o tratamento dos indivíduos infectados com praziquantel, o controle do hospedeiro intermediário e a melhoria das condições de saneamento básico. A vigilância contínua e a reavaliação periódica das áreas são essenciais para monitorar a situação epidemiológica e ajustar as intervenções, visando à interrupção da transmissão e à eliminação da doença como problema de saúde pública.
As principais classificações são área endêmica (transmissão estabelecida), área indene (sem registro de transmissão) e área vulnerável (indene com risco de estabelecimento da transmissão).
Uma área endêmica corresponde a um conjunto de localidades contínuas ou contíguas onde a transmissão da esquistossomose está comprovadamente estabelecida.
A identificação de áreas vulneráveis permite a implementação de medidas preventivas antes que a transmissão se estabeleça, protegendo populações em risco e evitando a disseminação da doença.
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