INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2012
A dengue é considerada a mais importante arbovirose que acomete o homem e, desde 1986, vem se destacando como agravo à saúde prevalente no país, com registro considerável da forma hemorrágica e de óbitos. Na vigência de episódios epidêmicos de dengue, qual a medida adequada de vigilância epidemiológica?
Na epidemia de dengue, a divulgação do índice de infestação prediz risco e direciona ações de controle.
A vigilância epidemiológica eficaz na dengue exige o monitoramento constante dos índices de infestação pelo vetor para antecipar e mitigar surtos.
A dengue é uma arbovirose dinâmica, cuja transmissão depende da interação entre o vírus, o vetor (Aedes aegypti) e a população suscetível. A vigilância epidemiológica não se resume apenas a contar casos, mas envolve a vigilância entomológica (monitoramento do mosquito) e a vigilância ambiental. Durante epidemias, a estratégia de saúde pública deve ser intersetorial. O monitoramento dos índices larvários é a ferramenta mais eficaz para prever surtos. Índices de infestação predial acima de 1% já ligam o sinal de alerta, e acima de 3,9% indicam risco iminente de epidemia. O controle focado na eliminação de criadouros é superior ao uso indiscriminado de inseticidas, que deve ser reservado para o bloqueio de casos confirmados devido ao risco de resistência do vetor.
O LIRAa (Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti) é uma metodologia que permite identificar onde estão os criadouros do mosquito de forma rápida. Ele gera o Índice de Infestação Predial (IIP), que classifica áreas em baixo, médio ou alto risco de transmissão, permitindo que os gestores direcionem as ações de combate ao vetor de forma estratégica.
A divulgação precoce permite a mobilização da comunidade e do poder público antes que o número de casos humanos dispare. Ao saber que o índice de infestação está alto, as medidas de eliminação de focos podem ser intensificadas, interrompendo o ciclo de transmissão viral precocemente.
O profissional de saúde atua na notificação compulsória imediata de casos suspeitos. Essa notificação alimenta o sistema de vigilância (SINAN), permitindo que a equipe de controle de vetores realize o 'bloqueio de transmissão' no entorno da residência do paciente, evitando novos casos.
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