MedEvo Simulado — Prova 2026
Sr. Jorge, 52 anos, colaborador de uma unidade industrial, procura o serviço de saúde ocupacional relatando que, nas últimas 4 horas, apresentou início súbito de náuseas, vômitos intensos e cólicas abdominais. Durante o atendimento, outros 15 funcionários do mesmo setor chegam com sintomatologia semelhante. Todos realizaram a refeição do almoço no refeitório da empresa há aproximadamente 5 horas. Diante da suspeita de um surto de Doença Transmitida por Alimentos (DTA) nesta coletividade, a conduta imediata da equipe de Vigilância Epidemiológica local deve ser:
Suspeita de surto de DTA → Notificação imediata + Definição de caso + Busca ativa.
Em surtos de DTA, a prioridade é a ação coletiva: notificar as autoridades para investigação ambiental e epidemiológica, além de identificar a extensão do evento através da busca ativa.
As Doenças Transmitidas por Alimentos (DTA) constituem um importante problema de saúde pública. A atuação da Vigilância Epidemiológica em situações de surto visa identificar rapidamente o agente etiológico, o alimento contaminado e os fatores que permitiram a contaminação, a fim de aplicar medidas corretivas. A notificação imediata é o gatilho para a investigação, que utiliza ferramentas da epidemiologia descritiva (quem adoeceu, onde e quando) e analítica (cálculo de taxas de ataque e risco relativo). A busca ativa é fundamental para entender a magnitude do surto, identificando indivíduos que podem ter sintomas leves e não procuraram assistência médica, mas que ajudam a compor o elo epidemiológico necessário para a conclusão do caso.
Um surto de Doença Transmitida por Alimentos (DTA) é definido como um episódio em que duas ou mais pessoas apresentam sintomas semelhantes após consumirem alimentos ou água da mesma fonte. No caso de doenças graves como botulismo ou cólera, um único caso já pode ser tratado com o rigor de um surto. A identificação rápida é essencial para interromper a cadeia de transmissão.
Não. A notificação de surtos de DTA é compulsória e imediata (em até 24 horas) a partir da suspeita clínica e epidemiológica. O objetivo da vigilância é agir precocemente para prevenir novos casos. O aguardo de coproculturas ou análises bromatológicas (que podem levar dias) compromete a eficácia das medidas de controle e a coleta de amostras ambientais adequadas.
As etapas incluem: 1) Confirmar o diagnóstico e a existência do surto; 2) Estabelecer uma definição de caso (critérios clínicos, temporais e espaciais); 3) Realizar busca ativa de novos casos; 4) Coletar dados epidemiológicos (questionários de consumo); 5) Coletar amostras clínicas e de alimentos; 6) Analisar os dados para identificar o veículo e o agente; 7) Implementar medidas de controle e prevenção.
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