INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2017
A figura abaixo apresenta a distribuição espacial dos casos de febre amarela confirmados e em investigação pela Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde do Brasil até o dia 06 de abril de 2017, com início dos sintomas a partir de 1° de dezembro de 2016: Considerando a situação epidemiológica da febre amarela apresentada nos mapas, no período analisado, assinale a opção correta no que se refere às mudanças nas áreas de recomendação de vacinação:
Surto 2017 → Expansão da vacinação para áreas indenes, incluindo quase todo o Espírito Santo.
O surto de febre amarela em 2017 alterou o mapa de risco no Brasil, transformando áreas anteriormente sem recomendação em áreas de vacinação temporária ou permanente.
A febre amarela no Brasil apresenta ciclos de expansão e retração. O evento epidemiológico de 2016-2017 foi um dos mais significativos das últimas décadas, caracterizado pelo deslocamento do vírus para o leste e sul do país, atingindo áreas de Mata Atlântica densamente povoadas. A vigilância de epizootias (morte de macacos) serviu como um sistema de alerta precoce, indicando a circulação viral antes dos primeiros casos humanos. Este cenário forçou uma revisão das políticas de saúde pública, levando à adoção da dose única da vacina (seguindo recomendação da OMS) e, posteriormente, à ampliação da recomendação de vacinação para todo o território nacional. O entendimento dessas mudanças é crucial para médicos que atuam em áreas de fronteira epidemiológica e para a correta orientação de viajantes.
O surto de febre amarela silvestre iniciado no final de 2016 e intensificado em 2017 afetou principalmente os estados da região Sudeste, com destaque para Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo. A expansão do vírus para áreas onde não circulava há décadas exigiu uma resposta rápida dos órgãos de vigilância sanitária.
Áreas de recomendação temporária são regiões onde a circulação viral é detectada ou iminente, mas que historicamente não faziam parte da área de recomendação permanente de vacinação (ACRV). Durante o surto de 2017, muitos municípios do Espírito Santo e Rio de Janeiro entraram nesta categoria para conter o avanço da doença para centros urbanos.
Devido à rápida dispersão do vírus e à ocorrência de casos humanos e em primatas não humanos (epizootias), o Ministério da Saúde determinou a vacinação para a maioria dos municípios do Espírito Santo. Inicialmente tratada como recomendação temporária, a medida visava criar um cinturão de bloqueio vacinal em uma população previamente não imunizada.
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