Hanseníase: Vigilância de Contatos e Esquema Vacinal BCG

UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2020

Enunciado

Por ser um parasita intracelular obrigatório, o Mycobacterium leprae não pode ser cultivado in vitro, e isso acaba por limitar os estudos, inclusive não existem vacinas específicas contra a hanseníase. Como medida de controle, utilizamos a BCG após avaliação dermatoneurológica minuciosa dos contatos e de acordo com situação vacinal de cada um. Sobre a vigilância de contatos em hanseníase, é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) Deve-se administrar a segunda dose de BCG para contatos de hanseníase com avaliação dermatoneurológica normal e maiores de 1 ano que apresentarem apenas uma cicatriz da BCG.
  2. B) Para os contatos saudáveis maiores que 1 ano de idade, devem ser administradas 02 doses de BCG obedecendo a intervalo de 6 meses entre a primeira e a segunda dose.
  3. C) Após novas diretrizes do Programa Nacional de Imunização - PNI em 2019, torna-se proscrita a administração de segunda dose de BCG, incluindo aí os contatos de hanseníase.
  4. D) Contatos de portadores de tuberculose e hanseníase devem ser incluídos no protocolo de vigilância de contatos do programa de hanseníase e devem receber BCG de acordo com sua situação vacinal.
  5. E) Gestantes que são contatos de portadores de hanseníase devem ser submetidas à avaliação dermatoneurológica, e, em caso de apenas 1 cicatriz vacinal, faz-se a segunda dose tão logo a gestante entre no terceiro trimestre.

Pérola Clínica

Contato hanseníase > 1 ano, avaliação normal, 1 cicatriz BCG → 2ª dose BCG.

Resumo-Chave

As diretrizes do PNI para hanseníase recomendam a administração de uma segunda dose de BCG para contatos intradomiciliares de casos de hanseníase, desde que sejam maiores de 1 ano, apresentem avaliação dermatoneurológica normal e possuam apenas uma cicatriz vacinal de BCG. Esta medida visa aumentar a proteção contra a doença.

Contexto Educacional

A hanseníase, causada pelo Mycobacterium leprae, é uma doença infecciosa crônica que afeta principalmente a pele e os nervos periféricos. A vigilância de contatos é uma estratégia crucial para o controle da doença, visando a detecção precoce de novos casos e a interrupção da cadeia de transmissão. A vacina BCG, embora não específica para hanseníase, confere alguma proteção cruzada e é utilizada como medida de controle. As diretrizes do Programa Nacional de Imunização (PNI) para hanseníase recomendam a administração de uma segunda dose de BCG para contatos intradomiciliares de casos de hanseníase. Essa indicação é específica para indivíduos maiores de 1 ano de idade, que apresentem avaliação dermatoneurológica normal e possuam apenas uma cicatriz vacinal de BCG. A ausência de cicatriz ou a presença de duas cicatrizes alteram essa conduta. É fundamental que os profissionais de saúde estejam atualizados com essas diretrizes para garantir a correta aplicação das medidas de controle e profilaxia, contribuindo para a redução da incidência da hanseníase e a prevenção de incapacidades. A avaliação minuciosa dos contatos e a correta indicação da BCG são pilares dessa estratégia.

Perguntas Frequentes

Quem são considerados contatos de hanseníase para fins de vigilância?

Contatos de hanseníase são indivíduos que convivem ou conviveram com o paciente em ambiente domiciliar, social ou de trabalho, e que, portanto, tiveram exposição prolongada ao Mycobacterium leprae.

Quando a segunda dose de BCG é indicada para contatos de hanseníase?

A segunda dose de BCG é indicada para contatos de hanseníase maiores de 1 ano, com exame dermatoneurológico normal e que apresentem apenas uma cicatriz vacinal de BCG.

Qual a importância da avaliação dermatoneurológica nos contatos?

A avaliação dermatoneurológica é fundamental para identificar precocemente sinais e sintomas da hanseníase nos contatos, permitindo o diagnóstico e tratamento oportunos e evitando a progressão da doença e suas sequelas.

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