Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021
Homem, 50 anos, fez a primeira colonoscopia para rastreamento de câncer de cólon. Não tem história familiar de câncer intestinal. Comparece no ambulatório com o seguinte resultado: dois pólipos em sigmoide de 15 mm retirados sem intercorrências; anátomo-patológico: adenomas tubulares de baixo grau. A próxima colonoscopia deve ser feita em
Adenomas tubulares de baixo grau ≥ 10mm ou múltiplos (3-10) → Colonoscopia de vigilância em 3 anos.
O intervalo da próxima colonoscopia de vigilância é determinado pelo número, tamanho, histologia e grau de displasia dos pólipos. Para adenomas tubulares de baixo grau com tamanho ≥ 10mm ou múltiplos (3-10), a recomendação é repetir o exame em 3 anos.
A vigilância colonoscópica pós-polipectomia é um pilar fundamental na prevenção secundária do câncer colorretal. Após a remoção de pólipos, o intervalo para a próxima colonoscopia não é fixo e deve ser individualizado com base nas características histopatológicas dos pólipos encontrados, no número de lesões e na qualidade do exame inicial. Compreender essas diretrizes é essencial para a prática clínica e para a aprovação em provas de residência. Os adenomas tubulares de baixo grau são lesões pré-malignas comuns. Quando um ou dois adenomas tubulares de baixo grau são encontrados, e um deles possui 10mm ou mais, ou quando há 3 a 10 adenomas de baixo grau de qualquer tamanho, a recomendação atual é realizar a próxima colonoscopia em 3 anos. Essa abordagem visa detectar precocemente o surgimento de novas lesões ou a progressão de lesões residuais, interrompendo a sequência adenoma-carcinoma. É crucial que o médico saiba diferenciar as recomendações de rastreamento para a população geral sem fatores de risco (geralmente a cada 10 anos a partir dos 45-50 anos) das diretrizes de vigilância para pacientes com história de pólipos. A adesão a essas diretrizes otimiza a detecção precoce e reduz significativamente a mortalidade por câncer colorretal, sendo um tema recorrente em exames de residência.
O intervalo é determinado pelo número, tamanho, histologia (tubular, viloso, tubuloviloso) e grau de displasia (baixo ou alto grau) dos pólipos removidos, além da qualidade do preparo intestinal.
Para adenomas tubulares de baixo grau com tamanho igual ou superior a 10mm, a recomendação geral é repetir a colonoscopia em 3 anos para vigilância adequada e detecção precoce de novas lesões.
O rastreamento e a remoção de pólipos adenomatosos são cruciais para prevenir o câncer colorretal, pois a maioria dos cânceres se desenvolve a partir desses pólipos ao longo de anos (sequência adenoma-carcinoma).
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