Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2024
No Brasil, segundo INCA- estimam-se 71.730 novos casos de câncer de próstata por ano para o triênio 2023-2025. Atualmente, é a segunda causa de óbito por câncer na população masculina, reafirmando sua importância epidemiológica no país. Sobre a conduta de vigilância ativa e intervenção postergada marque a alternativa INCORRETA.
Vigilância ativa câncer próstata: não apenas PSA/exame anual; inclui RMmp e biópsias de repetição para monitorar progressão.
A vigilância ativa para câncer de próstata de baixo risco visa evitar o supertratamento, mas exige um protocolo de seguimento rigoroso que vai além do exame físico e PSA anuais, incluindo ressonância multiparamétrica e biópsias de repetição para identificar progressão da doença.
O câncer de próstata é uma neoplasia de alta incidência e mortalidade no Brasil, tornando o manejo adequado fundamental. A vigilância ativa é uma estratégia consolidada para pacientes com câncer de próstata de baixo ou muito baixo risco, visando evitar o supertratamento e suas morbidades associadas, como disfunção erétil e incontinência urinária, sem comprometer a sobrevida oncológica. Os critérios para inclusão em vigilância ativa são rigorosos e envolvem a análise do escore de Gleason (tipicamente 3+3), o número e o percentual de fragmentos positivos na biópsia, o nível de PSA e, cada vez mais, a avaliação por ressonância multiparamétrica da próstata (RMmp) para descartar doença clinicamente significativa (PI-RADS 3-5). O protocolo de seguimento na vigilância ativa é intensivo e não se limita a exames anuais de PSA e toque retal. Ele inclui biópsias de repetição periódicas (geralmente a cada 1 a 3 anos) e RMmp regular para monitorar a estabilidade da doença. A progressão, definida por aumento do Gleason, maior volume de doença ou achados na RMmp, indica a necessidade de intervenção curativa, como cirurgia ou radioterapia.
Os critérios incluem escore de Gleason 6 (3+3), baixo volume de doença na biópsia (ex: menos de 3 fragmentos positivos, <50% de acometimento em cada), PSA baixo e ausência de doença clinicamente significativa na RMmp (PI-RADS 1 ou 2).
A RMmp é crucial para excluir lesões clinicamente significativas que não foram detectadas na biópsia inicial e para monitorar possíveis progressões da doença ao longo do tempo, auxiliando na decisão de realizar novas biópsias de repetição.
O seguimento é rigoroso e inclui PSA e toque retal a cada 3-6 meses, RMmp anualmente ou a cada 2 anos, e biópsias de repetição (geralmente a cada 1-3 anos) para reavaliar o status da doença e identificar progressão.
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