Câncer de Próstata Baixo Risco: Quando Optar pela Vigilância Ativa

UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2023

Enunciado

Homem, 76a, foi submetido à biopsia prostática por apresentar toque retal com próstata de 50g, com área endurecida no lobo direito, e PSA total=5,6ng/dL. Anatomopatológico: adenocarcinoma de próstata Gleason 3.3, em 2/20 fragmentos. A proporção de tumor nas lâminas foi de 10% e 20%, em cada fragmento. A MELHOR CONDUTA PARA ESSE PACIENTE É: 

Alternativas

Pérola Clínica

Ca de próstata Gleason 3+3 (6) + baixo volume + idoso → Vigilância Ativa é a melhor conduta.

Resumo-Chave

Em pacientes idosos com câncer de próstata de baixo risco (Gleason 3+3, PSA moderadamente elevado, baixo volume tumoral), a vigilância ativa é a conduta preferencial. Isso evita os efeitos adversos de tratamentos radicais, como cirurgia ou radioterapia, em uma doença que pode ter progressão indolente.

Contexto Educacional

O adenocarcinoma de próstata é o câncer mais comum em homens, e sua incidência aumenta com a idade. A decisão de tratamento é complexa e deve considerar a idade do paciente, comorbidades, expectativa de vida, estadiamento da doença e o escore de Gleason. A superdetecção e o overtreatment de cânceres de próstata indolentes são preocupações crescentes, levando à valorização de estratégias como a vigilância ativa. A vigilância ativa é uma estratégia de manejo para pacientes com câncer de próstata de baixo risco, que envolve monitoramento rigoroso da doença com exames de PSA, toque retal e biópsias de repetição, com o objetivo de intervir apenas se houver sinais de progressão. Essa abordagem visa evitar os efeitos adversos significativos dos tratamentos radicais (prostatectomia radical, radioterapia) em pacientes que provavelmente não se beneficiariam de uma intervenção imediata, preservando sua qualidade de vida. Para o paciente do enunciado, 76 anos, com Gleason 3+3 (escore 6), PSA de 5,6 ng/dL e baixo volume tumoral (2/20 fragmentos com 10% e 20% de tumor), ele se enquadra nos critérios de baixo risco. A vigilância ativa é a conduta mais recomendada, permitindo que o paciente desfrute de sua qualidade de vida sem os efeitos colaterais dos tratamentos radicais, enquanto a doença é monitorada de perto para garantir que qualquer progressão seja detectada e tratada em tempo hábil.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para considerar a vigilância ativa no câncer de próstata?

Os critérios para vigilância ativa geralmente incluem escore de Gleason 3+3 (total 6), PSA < 10 ng/dL, estágio clínico T1c ou T2a, e um número limitado de fragmentos positivos na biópsia com baixo percentual de tumor. A expectativa de vida do paciente também é um fator importante.

Quais são os riscos e benefícios da vigilância ativa versus tratamento radical?

A vigilância ativa evita os riscos de incontinência urinária, disfunção erétil e complicações cirúrgicas/radioterápicas associadas ao tratamento radical. O risco é a progressão da doença, que é monitorada de perto com exames periódicos de PSA, toque retal e biópsias repetidas, permitindo intervenção se houver sinais de progressão.

Como o escore de Gleason influencia a decisão de tratamento?

O escore de Gleason é um dos principais fatores prognósticos. Um escore 3+3 (total 6) indica um câncer de baixo grau e menor agressividade, sendo o mais adequado para vigilância ativa. Escore 7 ou superior geralmente indica doença de risco intermediário ou alto, requerendo tratamento mais agressivo.

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